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Lobão: Brasil deve aumentar envio de energia à Argentina

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o Brasil deverá exportar neste ano para a Argentina uma quantidade maior de energia do que em anos anteriores. Lobão assinou hoje um novo acordo de intercâmbio energético com o ministro do Planejamento, Indústria e Comércio da Argentina, Julio de Vido. No ano passado foram enviados para a Argentina 1.500 megawatts (MW) de energia, no período do inverno, quando há maior consumo naquele país. Neste ano, o envio pode chegar a até 2.100 MW, que é a capacidade da linha de transmissão de energia que liga os dois países.

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

30 de março de 2009 | 13h48

"Admite-se a possibilidade de aumentar o envio, se for necessário. Mas acreditamos que não chegará aos 2.100 MW", disse Lobão, após o encontro. A quantidade exata de energia a ser enviada à Argentina será definida no dia 13 de abril, em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). "Vamos deixar a Argentina confortável, desde que tenhamos energia para fornecer", acrescentou Lobão.

A energia deverá ser enviada à Argentina durante os meses de maio a agosto; posteriormente, de setembro a novembro, a Argentina devolve a mesma quantidade de energia ao Brasil. O acordo de intercâmbio de energia, renovado hoje, vem sendo assinado desde 2005. A energia enviada à Argentina é produzida principalmente por usinas hidrelétricas. Mas há possibilidade, também, de ser enviada energia de usinas térmicas, que não estiver sendo usada no Brasil. Neste caso, a Argentina paga pela energia.

Usina

Lobão e o ministro do Planejamento, Indústria e Comércio da Argentina, Julio de Vido assinaram um memorando de entendimento para o início do estudo de viabilidade de construção da usina hidrelétrica de Garabi, na fronteira entre os dois países. "Os projetos estão andando com rapidez", disse o ministro Lobão. O ministro argentino informou que o cronograma prevê duas etapas. A primeira se refere ao inventário do rio Uruguai e a segunda, ao estudo sobre o local mais eficiente para se construir a hidrelétrica, inclusive sob o ponto de vista ecológico.

A usina teria uma capacidade de geração, segundo De Vido, entre 1 mil MW e 1.300 MW. A ideia é de que a hidrelétrica forneça energia para abastecer os dois países. De Vido disse que ainda estão sendo analisadas questões constitucionais, mas o acordo deverá prever que o País que não consumir a sua cota deverá cedê-la prioritariamente ao outro país sócio da hidrelétrica, a exemplo do que acontece com a usina hidrelétrica de Itaipu, na qual o Brasil compra grande parte da energia do Paraguai.

Segundo o Ministério de Minas e Energia está prevista para amanhã uma reunião, na Argentina, de um grupo de trabalho que estuda a viabilidade técnica da usina, composto de representantes dos dois países.

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