Lobão cita 2 ou 3 consórcios para disputar Libra

O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, previu a participação de "dois ou três" grupos no leilão do campo de Libra da camada de pré-sal de petróleo. Ao ser questionado sobre a possibilidade de o leilão ter apenas um consórcio, o ministro disse que "não muda em nada", já que o vencedor pagará o bônus de assinatura.

ADRIANA FERNANDES E LAÍS ALEGRETTI, Agencia Estado

20 de setembro de 2013 | 17h21

Em entrevista à imprensa na tarde desta sexta-feira, 20, Lobão também foi questionado sobre a influência da reforma mexicana na área de energia e a falta de interesse das petroleiras norte-americanas. Ele respondeu apenas que "o México é um país soberano e amigo".

O ministro comentou ainda a participação da Petrobras no certame, que terá direito pelo menos a 30% de participação nos poços de petróleo. "Está na lei", disse, lembrando que a presidente Dilma Rousseff poderia ter destinado 100% para a Petrobras, mas não o fez.

"A Petrobras tem condições de receber 100%", afirmou. Segundo ele, as outras petroleiras acharam conveniente que a Petrobras tivesse uma participação maior de 5% para dar segurança. Ele disse que existe a possibilidade de aumentar a participação da Petrobras.

Para Lobão, não há "política" no leilão de Libra, após ser perguntando sobre a ocorrência de "fogo amigo" no processo. Depois do leilão do primeiro lote de rodovias, em que a BR-262 não teve interessados, o governo atribuiu o esvaziamento a motivos políticos. Ele disse que não faria especulação sobre o risco de fogo amigo e afirmou que o leilão será vitorioso "pois empresas que participam são tranquilizadoras". "Será o leilão mais importante da história do petróleo no mundo."

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