Lobão cogita antecipar leilão de transmissão de energia em SP

Leilões estão marcados para 27 de junho; ministro ponderou que antecipação dependerá de análise da Aneel

ISABEL SOBRAL, Agencia Estado

24 de abril de 2008 | 18h52

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta quinta-feira, 24, à Agência Estado que "é possível" a antecipação da realização de leilões das obras do sistema de transmissão de energia elétrica no Estado de São Paulo, marcados para ocorrer em 27 de junho. Lobão ponderou, no entanto, que isso vai depender de uma análise técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "Num ajuste com o Ministério, isso(a antecipação) até pode ser feito. Mas temos de ver, do ponto de vista técnico, se a Aneel acha possível do ponto de vista legal", afirmou o ministro. Ele estava acompanhado da secretária de Energia de São Paulo, Dilma Pena, que fez uma exposição dos problemas que estão ocorrendo nas linhas de transmissão de energia em São Paulo. Dilma Pena informou que já existem 14 obras aprovadas pelo Ministério e seis delas têm data prevista para a realização de leilões em junho. "Essas obras são fundamentais e necessárias para reforçar e tornar mais flexível o sistema de transmissão de energia do Estado", afirmou. Essas obras prevêem, entre outras coisas, a troca de equipamentos em subestações e até reforço em algumas linhas de transmissão. Segundo ela, a carga de transmissão do Estado está crescendo a uma medida de 5 % a 5,5% ao ano. O ministro lobão disse que recebeu uma carta do governador de São Paulo, José Serra, em que descreve os problemas no Estado. Ele informou que vai pedir à diretoria da Aneel urgência nas providências necessárias à realização dos leilões . Ele também recomendou ao secretário-executivo, Marcio Zimmerman que coordene uma ação dentro do Ministério de Minas e Energia, para ajudar a cumprir o pedido de urgência.  Compra da Esso  Lobão comentou ainda que a venda dos postos de combustíveis da Esso para a Cosan deverá beneficiar a concorrência no segmento de vendas de combustíveis. Para ele, a operação também será benéfica para o consumidor. Ele exaltou o fato de ter sido uma empresa brasileira a comprar os ativos da Esso. "Fico satisfeito com a presença de uma empresa brasileira numa operação desse porte. Será benéfico à concorrência e é benéfica ao consumidor", disse.  O ministro lembrou que a Cosan tem grande experiência no setor sucroalcooleiro, algo que considera importante uma vez que mais de 50% da frota brasileira é abastecida hoje com álcool. "Só vejo de maneira positiva a presença da Cosan nesse setor e faço votos que outras brasileiras também queiram participar. Nada contra as estrangeiras, mas fixo contente com o êxito dos brasileiros", afirmou.

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