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Lobão confirma aumento para 4% do biodiesel no diesel

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou hoje que a partir de julho o governo brasileiro permitirá a adição de 4% de biodiesel no diesel. Atualmente, essa mistura é de 3% e, para o próximo ano, a previsão é de que esse porcentual suba para 5%.

GERUSA MARQUES E TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

14 de maio de 2009 | 14h37

Lobão disse que para evitar impacto inflacionário e o aumento do preço do diesel, o Ministério da Fazenda vai extinguir a cobrança do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição Para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o biodiesel. Isso será feito, segundo o ministro, por meio de uma emenda a uma Medida Provisória (MP) que já tramita no Congresso Nacional.

O ministro disse ainda que o governo brasileiro está estudando a criação de uma fábrica de biodiesel a partir do dendê no Estado do Pará. Segundo ele, o dendê produz 10 vezes mais biodiesel que a soja, hoje responsável por 80% do volume produzido no País. "Temos que estimular a produção do dendê", disse o ministro, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.

Lobão afirmou também que no encontro desta quinta-feira com Lula não foi tratada a possibilidade de se reduzir o preço do diesel, reivindicado no mês passado pelos caminhoneiros. Ele disse que ainda não foi marcada a reunião da comissão interministerial que estuda uma proposta de regras para a exploração de petróleo na camada do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho. Segundo ele, a convocação da reunião depende da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

CPI da Petrobras

O ministro de Minas e Energia afirmou que participou da articulação no Congresso para evitar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as implicações da mudança do regime contábil da Petrobras no ano passado. "CPI nem sempre é a solução para tudo", disse o ministro. No encontro de hoje entre Lobão, Lula e Gabrielli, a questão da mudança contábil da Petrobras não foi discutida.

Na opinião do ministro, o presidente da petrolífera estatal poderá esclarecer todas as dúvidas que os senadores tenham em uma audiência pública, de várias comissões do Senado. "O presidente (da Petrobras) comparece e responde a todas as perguntas sobre quaisquer assuntos. O governo não tem nada a esconder", disse o ministro. Para Lobão, a CPI "não ajudaria em nada" e poderia até prejudicar a imagem da Petrobras no exterior.

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