Lobão confirma possível uso de fundo pela Eletrobras na compra da Celg

Governo pode editar Medida Provisória para usar RGR na aquisição de 41% da distribuidora goiana 

Leonardo Goy, da Agência Estado,

25 de março de 2010 | 10h36

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou nesta quinta-feira que o governo analisa a ideia de editar uma Medida Provisória (MP) para mudar as regras da Reserva Global de Reversão (RGR) para que parte do dinheiro desse fundo possa ser usado pela Eletrobras na compra de 41% das ações da distribuidora goiana Celg. "É uma possibilidade", disse Lobão, ao chegar à Comissão de Infraestrutura do Senado para participar de audiência pública sobre a proposta do novo código de mineração.

 

A RGR é um fundo financiado com recursos pagos pelos consumidores nas tarifas de luz. Pela legislação do setor, o dinheiro da RGR, que é gerido pela Eletrobras, tem aplicações determinadas, como programas de universalização de acesso da energia elétrica e incentivo a fontes de geração limpas.

 

Como antecipou ontem a Agência Estado, porém, o governo estuda editar uma MP para flexibilizar as regras da RGR e permitir que parte do dinheiro dela seja usada para comprar ações da endividada Celg.

Tudo o que sabemos sobre:
LobãoRGREletrobrasCelg

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.