Lobão convoca reunião de emergência sobre apagão

Interrupção de energia que atingiu seis Estados do Nordeste no sábado será discutida hoje em Brasília

ANNE WARTH / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2012 | 03h04

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, convocou para hoje às 15h uma reunião extraordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para analisar informações sobre o apagão que atingiu seis Estados do Nordeste no sábado. O incidente foi tratado pelo ministério como "perturbação" no sistema elétrico da região.

Lobão está em Nova York para participar de um encontro do Grupo de Alto Nível sobre Energia Sustentável Para Todos, no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) e não participará da reunião. Ela será conduzida pelo secretário executivo, Márcio Zimmermann, e terá a participação de integrantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), entre outros.

O apagão afetou mais de 5 milhões de nordestinos por 20 a 30 minutos, segundo levantamentos iniciais do governo. No ano passado, problema idêntico atingiu 13,5 milhões em sete Estados, em alguns por mais de três horas. Dessa vez, o problema começou por volta das 15h50 do sábado e atingiu os Estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Sergipe.

De acordo com o ONS, responsável pelo Sistema Interligado Nacional, a falha provavelmente teria ocorrido em um transformador, na interligação Sudeste-Nordeste e Norte-Nordeste. No sábado, foi detectada uma explosão de um equipamento na subestação da Companhia Energética do Maranhão (Cemar) na cidade de Imperatriz. Como o sistema é interligado, esse incidente pode ter provocado a queda de energia em toda a região.

Ainda segundo o ONS, a pane ocorreu das 15h50 às 16h20 e afetou bairros do Recife e outros municípios pernambucanos e em seguida os demais Estados. Com a detecção do problema, um mecanismo de segurança corta a carga de energia de forma seletiva para evitar danos em aparelhos. Apenas serviços essenciais, como hospitais e escolas, não deixam de ser abastecidos.

A Aneel informou que, quando ocorre falha no serviço elétrico, o ONS convoca uma reunião sobre o assunto e geralmente é aberto um processo de fiscalização para apurar as causas.

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