Lobão: crise de energia está cada vez mais distante

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje, após a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que as preocupações sobre o abastecimento de energia estão cada vez mais distantes. "Aquela impressão que havia sobre racionamento, não só o governo nunca trabalhou com ela, como está cada vez mais distante", declarou.Segundo ele, as previsões dos institutos de meteorologia estão cada vez mais otimistas com relação ao volume de chuvas. No início do mês as preocupações aumentaram devido ao atraso no início das chuvas, o que fez baixar o nível dos reservatórios."As chuvas estão chegando e abastecendo os reservatórios. Em 10 dias, as chuvas deverão atingir a média histórica dos últimos 77 anos", afirmou o ministro. Está chovendo inclusive na bacia do Tocantins, o que favorece a geração de Tucuruí, garantindo o abastecimento do Norte e Nordeste do País e diminuindo a necessidade de exportação de energia do Sudeste para essas regiões.TermelétricasLobão lembrou que, para poupar os reservatórios das hidrelétricas, o governo acionou cerca de 5 mil megawatts (MW) produzidos por termelétricas. "Teríamos mais 5 mil megawatts, se fosse necessário. Mas no fim de fevereiro as térmicas deverão ser desligadas", disse.A decisão de desligar as térmicas, porém, ainda não foi tomada. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, que estava ao lado de Lobão na entrevista, afirmou que a ordem para parar as térmicas só deverá ser dada quando o período úmido estiver estabilizado.Ele disse, no entanto, que algumas delas poderão ser religadas ao longo do ano devido à nova metodologia de monitoramento que o ONS colocará em prática este ano, que estabelece uma meta para o nível dos reservatórios ao final de cada ano. A idéia é evitar que mais termelétricas tenham que ser acionadas de uma única vez, no início de cada ano, por causa de uma eventual seca.

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