Lobão critica ONGs contra Belo Monte e cita inveja internacional

Segundo ministro, há representantes de ONGs que ‘se infiltram’ entre universitários para ‘denegrir’ a imagem desses empreendimentos

Karla Mendes, da Agência Estado,

29 de novembro de 2011 | 11h24

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, criticou nesta terça-feira, 29, o movimento de Organizações Não-Governamentais (ONGs) contra a construção de grandes hidrelétricas, referindo-se sobretudo à Usina Hidrelétrica de Belo Monte. "Somos atropelados a cada dia por gênios que querem nos impedir, a todo custo, de construir as hidrelétricas, que são a energia mais limpa e renovável do mundo", afirmou Lobão, na abertura do seminário "A Lei do Gás e o Planejamento da Expansão da Malha de Transporte", que está sendo realizado no Ministério de Minas e Energia.

O ministro destacou que a construção de hidrelétricas evita o uso de outras fontes energéticas mais poluentes, como o carvão e o óleo, e que há "desinformação a respeito do assunto". Segundo Lobão, há representantes de ONGs que "se infiltram" entre os estudantes universitários para "denegrir" a imagem desses empreendimentos. O ministro estima que das cerca de 340 mil ONGs 300 mil "não defendem nossos interesses".

As críticas às grandes hidrelétricas brasileiras, segundo Lobão, também são fruto da "inveja" que muitos países lá fora têm do Brasil, que hoje ocupa a posição de sétima economia mundial e "caminha rapidamente" para subir para a quarta ou quinta posição. "Essa gente lá fora odeia isso, mas nós chegaremos lá", afirmou Lobão.

Em seu discurso de abertura, Lobão destacou que nos últimos dez anos o governo brasileiro empenhou-se em modernizar a legislação do setor energético, que era "antiquado e incapaz de responder às demandas de uma economia de crescimento sustentado". A vigência da lei do petróleo, a partir de 1997, trouxe vários avanços, segundo o ministro. Ele destacou a expansão da malha de gasodutos, que cresceu 4,5 vezes desde então, chegando aos atuais 10 mil quilômetros.

As rodadas de exploração de gás, por sua vez, levaram ao aumento das reservas nacionais, que saltaram de 230 bilhões de metros cúbicos em 1997 para 423 bilhões de metros cúbicos em 2010. "O gás natural exerce um papel importante no contexto energético. Além de ser dos menos poluentes, é dos mais eficientes (na geração térmica)", afirmou Lobão.

A Lei 11.909/2009, conhecida como lei do gás, reforçou, segundo Lobão, o papel do ministério como poder concedente, atribuindo-lhe a responsabilidade para expansão da malha dutoviária. "Desde a publicação, o ministério tem trabalhado intensamente na sua regulamentação", disse o ministro, sem informar no entanto quando essa regulamentação ocorrerá.

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