Lobão descarta repreender diretor da ANP

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje que não cogita uma sanção para o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, por conta das declarações de ontem sobre o tamanho da reserva na área Pão de Açúcar, na Bacia de Santos, que provocou disparada das ações da Petrobras ontem. "O diretor Haroldo Lima tem mandato. Ele foi eleito e aprovado pelo Senado. Não cogito sanção. O que temos de cuidar é dos interesses do Brasil em relação ao petróleo", disse Lobão. Questionado se haveria alguma orientação ou código de ética que teria sido violado por Lima com suas declarações de ontem, Lobão respondeu: "há uma orientação, mas isso tem de ser visto no futuro. O importante é saber que o ministério das Minas e Energia já tomou sua posição. A nota da Petrobras esclarece bem o assunto. Vamos aguardar os desdobramentos", afirmou. Lobão disse ainda que sempre que uma declaração é feita do jeito que fez Haroldo Lima há uma alteração no mercado. "Mas isto se corrige". O ministro disse que não tem condição de dizer se as informações dadas por Lima são improcedentes. "Houve a perfuração de um poço e determinados resultados estão sendo avaliados. Não houve ainda perfuração de outros poços nem ampliação das pesquisas". Portanto, segundo ele, não há condições de dizer se esse campo é tão bom assim ou se não é o que foi dito. Lobão acrescentou que só vai ser possível obter os resultados completos dentro de alguns meses. Ontem, Lima disse que a área de Pão de Açúcar, na Bacia de Santos, pode ter cinco vezes o volume de petróleo do campo de Tupi, localizado na mesma bacia e considerado potencialmente a maior reserva brasileira. A informação foi dada ontem pelo diretor-geral da ANP, mas não foi confirmada pela Petrobras. Em nota, a estatal afirmou que a abrangência das descobertas na Bacia de Santos ainda depende de estudos e um plano de avaliação das áreas deverá ser entregue à ANP dentro de poucos dias.

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