Lobão diz que Petrobras estuda reajuste de combustíveis

Segundo ministro de Minas e Energia, assunto será, posteriormente, tratado pelo próprio governo

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

18 de março de 2008 | 12h42

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta terça-feira, 18, quando questionado sobre a perspectiva de aumento nos preços dos combustíveis no Brasil, que "essa é uma questão que está sendo analisada pela própria Petrobras e depois será tratada no ministério e no próprio governo, mas há tempo para resolver isso". A pergunta, de um jornalista, fazia referência à cotação do preço do barril do petróleo acima de US$ 100 no mercado internacional e se, diante disso, a gasolina ficará mais cara o Brasil.  Na entrevista, o ministro disse também que o País poderá enviar entre 300 megawatts (MW) e 400 MW para a Argentina no inverno, "se sobrar energia no Brasil".  Ao ser indagado se o Brasil vai enviar energia elétrica ao país vizinho, o ministro lembrou que o presidente Lula prometeu ao governo argentino que fornecerá ajuda energética no "inverno intenso" daquele país. E explicou: "Não haverá venda, mas troca de energia. Enviaremos energia para eles quando sobrar energia no Brasil e haverá compensação (em energia). Segundo ele, o envio ocorrerá "talvez em maio, junho e julho, em torno de 300 MW a 400 MW".   Crise Lobão também enfatizou que a crise financeira internacional não vai afetar os investimentos nos setores de energia e petróleo no Brasil. "Os economistas dizem que nenhum país ficará imune à crise nos Estados Unidos, mas no que diz respeito à energia e ao petróleo não haverá repercussão no Brasil", afirmou. Ele fez a afirmação em entrevista após solenidade na sede da Transpetro, no Rio. Antes, em palestra, o ministro mostrou forte otimismo em relação ao setor energético no País e disse que é a Petrobras a responsável pelo fato de que o Brasil não é mais devedor, e sim credor internacional.  "Quando o presidente Lula diz hoje com justa felicidade que o Brasil não é mais devedor do exterior, é credor, isso só foi possível através da Petrobras", afirmou, acrescentando que "ninguém deterá o Brasil, é uma nação que se destaca".

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