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Lobão e Hubner defendem setor de energia brasileiro

Pouco mais de uma semana depois do blecaute que deixou 18 Estados do País sem energia, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, aproveitaram a cerimônia de assinatura de contratos de concessão de novas linhas de transmissão para fazer uma espécie de desagravo ao setor, embora o problema tenha sido causado por falhas no sistema de transmissão que transporta a energia de Itaipu para São Paulo.

LEONARDO GOY, Agencia Estado

19 de novembro de 2009 | 12h21

"Nos últimos seis anos melhoramos o intercâmbio de energia, o que é fundamental para a segurança do sistema", afirmou Lobão. Segundo ele, os investimentos em novas linhas equivalem a "usinas virtuais", já que o transporte de energia de um lugar para outro pode substituir a necessidade de construção de novas usinas. Segundo Lobão, em breve o País terá 100 mil quilômetros de linhas. "Teremos, então, o maior sistema interligado do mundo", disse.

Hubner afirmou que não há falta de investimento em transmissão no Brasil. "De 2003 para cá, foram incorporados 22 mil quilômetros de novas linhas", disse. Ao mencionar o blecaute em seu discurso, Hubner comentou que apesar de indesejados, esses episódios estão ocorrendo em intervalos de tempo cada vez maiores.

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