Lobão: governo não quis prejudicar SP no leilão da Cesp

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje que o governo federal não tentou, em momento algum, prejudicar o governo de São Paulo no processo do leilão de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), previsto para hoje, mas cancelado ontem por falta de participantes.Lobão disse que o governo federal não tinha condições legais de ampliar o prazo de concessão das usinas de Ilha Solteira e Jupiá, ambas localizadas no interior do Estado paulista e pertencentes à Cesp, que representam cerca de 70% da energia produzida pela estatal.As concessões dessas duas usinas vencem em 2015, e a não-renovação foi interpretada por muitos analistas como uma das causas do fracasso do leilão, em razão da falta de interesse de investidores."Eu procurei até uma brecha na lei para tentar renovar a concessão, mas estou impedido por lei de fazer novas concessões", disse. Lobão admitiu que há pelo menos uma situação diferente, que é a da usina Três Irmãos, também em São Paulo, cuja concessão venceria em 2011, mas, de acordo com o ministro, o governo conseguiu renovar o prazo.O ministro de Minas e Energia está na capital pernambucana, acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita ao local das obras da Refinaria Abreu e Lima, no Porto de Suape (PE). Participa também da visita o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, já que seu governo tem participação na execução do projeto.

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