Lobão: governo quer evitar que etanol continue a subir

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que a redução de 25% para 20% na mistura de etanol anidro na gasolina resultará em economia de 100 milhões de litros de álcool combustível por mês. Segundo o ministro, a redução, que vale por três meses a partir de 1º de fevereiro, pode ser suspensa um mês antes desse prazo ou prorrogada por um ou mais meses, dependendo das condições de produção e preço.

LEONARDO GOY, Agencia Estado

11 de janeiro de 2010 | 20h37

"Nosso objetivo é de que o preço (do etanol) caia na bomba, mas, basicamente, o que queremos é que não haja desabastecimento e que os preços não continuem subindo, já que aumentaram cerca de 20% nos últimos meses", afirmou o ministro, ao sair de reunião com o presidente Lula, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência da República, em Brasília.

Lobão disse que, na sua avaliação, a redução da mistura não necessariamente implicará aumento no preço da gasolina. Um aumento poderia acontecer, porque o álcool retirado da mistura será substituído por mais gasolina, que é mais cara. "A gasolina é mais cara, sabemos. Mas a diferença será tão pequena que, havendo redução no preço do álcool, isso compensará", afirmou.

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