Lobão: na área do pré-sal partilha valerá também para o pós-sal

Empresários afirmam que escolha poderia prejudicar a viabilidade da produção nas camadas superiores

Leonardo Goy, da Agência Estado,

09 de setembro de 2009 | 14h03

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta quarta-feira, 9, que as regras propostas pelo pré-sal, incluindo o sistema de partilha, valerão também para o pós-sal em campos não licitados, dentro da área geográfica enquadrada no projeto de lei como pré-sal. "Para o pós e para o pré-sal vale a mesma regra, dentro dos 149 mil quilômetros quadrados do pré-sal", afirmou Lobão ao chegar ao Palácio do Itamaraty, para participar de almoço em homenagem ao presidente de El Salvador, Mauricio Funes.

 

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Nesta última terça-feira, 8, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), João Carlos de Luca, manifestou preocupação com o fato de os projetos de lei do pré-sal não fazerem uma definição geológica do pré-sal, mas apenas geográfica. Os empresários temem justamente o que foi confirmado por Lobão: que as regras de partilha valerão também para o pós-sal, dentro da mesma área. O argumento dos empresários é de que como no pós-sal há menos petróleo e maiores riscos, o sistema de partilha poderia prejudicar a viabilidade da produção nesses outros campos acima da camada de sal.

 

Lobão, porém, disse que o mesmo consórcio que conseguir o direito de explorar o pré-sal em um ponto específico poderá atuar também no pós-sal, naquele mesmo lugar, e assim fazer toda a exploração, simultaneamente.

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