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Lobão: País estuda se entrar na Opep seria uma vantagem

O Brasil estuda ingressar na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), mas essa decisão só fará sentido quando o País se tornar um exportador de petróleo, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, à agência Dow Jones. "O Brasil já foi convidado várias vezes para entrar na Opep por alguns países, entre eles o Irã", disse Lobão. "O País está estudando o convite com interesse", acrescentou.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

18 de março de 2009 | 19h19

A produção de petróleo do Brasil está crescendo nos últimos anos, enquanto a de vizinhos latino-americanos, como Venezuela e México, está em declínio. A estatal Petrobras, responsável por 95% da produção de petróleo e gás no Brasil, produziu 2,18 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia no ano passado.

Segundo Lobão, o governo analisa se a entrada na Opep seria uma vantagem para o Brasil e quando isso poderia ser feito. Atualmente o País não pode ingressar no grupo porque consome toda a sua produção e, por isso, não poderia implementar os cortes (de produção) determinados pela Opep, acrescentou o ministro.

No ano passado, a Petrobras precisou importar 37 mil barris de petróleo por dia a mais do que exportou. No entanto, se os derivados de petróleo forem incluídos, a companhia foi uma exportadora líquida de 77 mil barris por dia de petróleo e derivados combinados. "Quando exportarmos petróleo, será o momento de se juntar à Opep", disse Lobão. A Petrobras espera que a produção doméstica de petróleo e gás cresça para 3,31 milhões de barris (boe) por dia a partir de 2013 e para 5,1 milhões de barris por dia em 2020.

Lobão também afirmou que uma hipotética entrada na Opep provavelmente não impediria a rápida expansão da produção de petróleo do Brasil. "Essa organização foi criada para servir e não para atrapalhar os países produtores", disse.

Boa parte da nova produção de petróleo do Brasil deverá provir da camada pré-sal. O pré-sal é uma camada de reservatórios que se encontram no subsolo do litoral do Espírito Santo a Santa Catarina, ao longo de 800 quilômetros. O óleo está em uma área muito profunda, sob uma camada de sal, abaixo do leito marinho.

De acordo com Lobão, a área pré-sal poderá acrescentar entre 8 bilhões e 10 bilhões de barris às reservas nacionais. A estimativa não inclui recentes descobertas promissoras, como Carioca e Júpiter. O ministro observou que as reservas do pré-sal ainda não foram registradas como reservas provadas. As informações são da Dow Jones.

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