Lobão prevê que usina de Belo Monte deve atrasar 1 ano

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, admitiu hoje que a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (Pará), deverá atrasar um ano por causa da demora na liberação do licenciamento ambiental. "Esperávamos obter a licença há algumas semanas. Como isso não aconteceu, vamos atrasar um ano a construção dessa usina, que é uma espécie de joia da coroa do sistema elétrico", disse Lobão, durante audiência pública na Câmara convocada para tratar do blecaute do dia 10 de novembro.

LEONARDO GOY, Agencia Estado

16 de dezembro de 2009 | 17h35

Com a previsão de atraso de um ano feita pelo ministro, os primeiros megawatts de Belo Monte só deverão entrar no sistema em 2015 e não em 2014, como estava previsto. No melhor cenário, o próprio Ibama estima que a licença prévia de Belo Monte - sem a qual não é possível leiloar a concessão do projeto - seja liberada no início do ano que vem.

Esse licenciamento já gerou atritos entre o Ministério de Minas e Energia e o Ibama e até entre o Ministério do Meio Ambiente e o órgão licenciador. As tensões internas do governo foram evidenciadas há algumas semanas quando, devido às pressões para liberar a licença, dois importantes funcionários do Ibama pediram demissão do cargo: o ex-diretor de Licenciamento Sebastião Custódio Pires, e o ex-coordenador de Infraestrutura de Energia Leozildo Tabajara da Silva Benjamin.

Lobão voltou a dizer que o atraso em hidrelétricas, como o de Belo Monte, obriga o governo a recorrer a outras alternativas. "Seguramente mais caras e poluentes", disse.

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