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Lobão reafirma que crise não atrasará exploração do pré-sal

Ministro promete ajuda do governo às empresas do setor sucroalcooleiro que estiverem em dificuldades

Tatiana Freitas,

17 de novembro de 2008 | 17h53

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reafirmou nesta segunda-feira, 17, que a crise financeira internacional não atrasará a exploração das reservas de petróleo da área pré-sal. "A camada pré-sal não sofrerá nenhum atraso", disse Lobão, ao ser questionado por jornalistas sobre a captação de recursos para a exploração de petróleo em águas ultraprofundas em um momento marcado de falta de liquidez. O ministro participou da abertura da 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, em São Paulo. Após mencionar, na semana passada, que as reservas do pré-sal podem atingir 150 bilhões de barris de petróleo, o ministro foi mais cuidadoso desta vez ao afirmar que, por enquanto, estão confirmados cerca de 12 bilhões de barris de petróleo na área. "Mas nenhum número para cima nos surpreenderia", disse Lobão, citando estimativas de 30 bilhões, 100 bilhões e 150 bilhões de barris para toda a área pré-sal.   Planalto discute ajuda    O ministro  garantiu  que o governo federal está pronto para ajudar as empresas do setor sucroalcooleiro que estiverem passando por dificuldades durante a crise financeira. "O setor sempre esteve próximo do governo e o governo sempre esteve presente para aliviá-lo em tudo o que pôde", disse.   Lobão não detalhou se algum pacote de ajuda às usinas sucroalcooleiras está sendo discutido no Planalto. "Não é preciso ter um pacote desenhado. Basta que a indústria peça e o governo tenha condições de atender. E o governo, neste momento, tem condições de atender."   Ele não comentou a possibilidade de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliar o seu apoio às usinas, que sofrem con a restrição de crédito internacional. "Não temos dificuldade em produzir etanol com o crédito oficial disponível atualmente. Toda vez que o setor pediu ajuda, recebeu ajuda", afirmou.   Também presente ao evento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, comentou com jornalistas que está sendo discutida no governo a possibilidade de ajuda financeira às indústrias fornecedoras ao setor sucroalcooleiro. Esse segmento, disse, já sente uma redução no número de encomendas, uma vez que as usinas se colocaram em compasso de espera até que seja possível fazer uma avaliação mais profunda sobre os efeitos da crise. Nenhum dos ministros citou debates sobre medidas de socorro específicas para os produtores de açúcar e álcool.   O presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, falou sobre a necessidade de medidas para fomentar o capital de giro das empresas do setor, que estão sendo obrigadas a comercializar os estoques de etanol, que fariam frente ao consumo durante o período de entressafra, para fazer caixa.   "A indústria de equipamentos procurou o governo para resolver um problema deles. O nosso problema, que talvez seja até mais grave, é de capital de giro e falta de recursos para fazer estoque e exportar, o que pode comprometer ainda mais a situação do setor",disse Jank. "A idéia é de que saia algo agora, que talvez não seja dirigido exclusivamente ao nosso setor. Mas é importante que esse recurso (para capital de giro) chegue na ponta e permita que as empresas conduzam o estoque de álcool na entressafra e as exportações de açúcar, a fim de que os investimentos que vêm ocorrendo não sejam interrompidos."

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