Wilson Pedrosa/Estadão
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Lobão rebate analistas e nega racionamento de energia

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta terça-feira, 27, que o País não terá que passar por um racionamento de energia, apesar de diversos especialistas no setor elétrico dizerem o contrário. Durante reunião com a diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Lobão afirmou aos presentes que eles recebem uma grande carga de "desinformação". "Especialistas que respeito, e alguns até admiro por sua competência, contam informações diferentes das que estou oferecendo", afirmou o ministro.

ANNE WARTH, Agencia Estado

27 de maio de 2014 | 15h42

"Mas contamos, no setor elétrico do governo, com especialistas igualmente responsáveis, competentes e que dizem exatamente o contrário deles, e eles nos asseguram que não teremos nenhum percalço, a despeito das dificuldades climáticas pelas quais estamos passando neste momento", acrescentou. "Não tenham a menor dúvida daquilo que estamos dizendo."

O ministro disse que o sistema elétrico brasileiro passou por um "prova de fogo", com a pior seca dos últimos 80 anos, o que reduziu o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Lobão disse que esse quadro foi suficiente para que alguns especialistas anunciassem o "caos", repetindo o ano de 2001, quando o País passou por um racionamento de energia. "Se apressaram em anunciar que, assim como em 2001, haveria racionamento de energia em todo o País, mas isso felizmente não aconteceu e não ocorrerá. E com a graça de Deus, mesmo em um futuro distante, não ocorrerá", reiterou Lobão.

O ministro disse que os gargalos que o Sistema Interligado Nacional (SIN) tinha em 2001 foram totalmente eliminados. Segundo ele, embora houvesse sobra de energia em algumas regiões naquela época, o sistema não tinha capacidade para transmiti-la para outras regiões. "Mas hoje temos geração suficiente e transmissão adequada para atender os interesses do País."

Segundo ele, a capacidade de transmissão de energia entre as regiões brasileiras triplicou e, em alguns casos, até quadruplicou. O ministro disse ainda que o setor elétrico deve receber R$ 260 bilhões em investimentos até 2022, dos quais 77% em geração e 23% em transmissão.

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