Lobão: temos que ter cautela sobre Pão de Açúcar

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje que é preciso ter cautela a respeito das informações sobre a extensão da reserva petrolífera da área Pão de Açúcar, na Bacia de Santos. O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, anunciou, pela manhã, que essa nova reserva pode ser equivalente a até cinco vezes o campo de Tupi, descoberto no ano passado. "Eu não desejo desmentir nem confirmar", disse Lobão, após empossar o novo diretor do programa Luz Para Todos, Hélio Morito. O ministro contou ter recomendado à Petrobras que assumisse uma posição oficial sobre o assunto, em nome do governo, "e que tranqüilizasse, de todas as maneiras, o mercado, seja do ponto de vista da prudência, seja do ponto de vista das medidas que ainda terão que ser tomadas para uma avaliação mais segura."O ministro disse que esse é um assunto que vem sendo acompanhado há algum tempo, mas que o governo ainda não tem informações completas a respeito. "Somente depois da avaliação de todos os dados é que estaremos em condições de emitir um pensamento conclusivo sobre essa matéria", disse Lobão.Ele explicou que há reservas de petróleo em estudo espalhadas por todo o Brasil e que os anúncios a respeito de sua extensão só devem ser feitos quando o governo tiver segurança sobre os dados. Questionado se o anúncio feito por Haroldo Lima foi ou não apressado, Lobão respondeu: "Não quero julgar o comportamento da ANP. Quero apenas dizer que o que se vai fazer daqui por diante é com a segurança devida, que a responsabilidade nossa impõe."JirauLobão disse também que espera uma competição acirrada no leilão de concessão da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (Rondônia). "Esperamos competição e esperamos que ela seja acirrada", declarou o ministro. Ele ressaltou que, quanto maior for a competição, melhor será para o consumidor.Pelo critério definido para o leilão pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), vencerá a disputa a empresa ou consórcio que se dispuser a vender pelo menor preço a energia de Jirau. O preço-teto estabelecido pelo governo é de R$ 91,00 por megawatt-hora. O leilão de Jirau está marcado para 12 de maio.

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