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Lobão: tenho receio que CPI atrapalhe a Petrobras

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, mostrou-se preocupado com as repercussões e possíveis desdobramentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os negócios da Petrobras. Ele afirmou que tem receio de que as investigações possam afetar as negociações da empresa para a obtenção de financiamentos no exterior.

DANIELA MILANESE, Agencia Estado

20 de maio de 2009 | 14h23

Ontem, foi anunciado o acordo de US$ 10 bilhões com o Banco de Desenvolvimento da China. Segundo Lobão, há uma série de outras negociações em andamento, como a proposta da japonesa Marubeni para financiar 100% de uma nova refinaria de US$ 20 bilhões no Maranhão.

O ministro afirmou que já existe uma carta de intenções, mas o contrato não está finalizado. A refinaria seria a maior obra da América Latina, com capacidade de 600 mil barris de petróleo por dia. Em troca dos recursos, o Brasil forneceria produtos refinados ao Japão. Lobão contou ainda que há propostas de negócios dos Emirados Árabes e o interesse de empresas canadenses de investirem no setor de petróleo brasileiro.

"Toda CPI gera insegurança e apreensão", disse Lobão. "O nome CPI cria um frenesi internacional." Em viagem à Europa - Lobão receberá hoje à noite o título de "Personalidade do Ano" da Câmara Brasileira de Comércio, em Londres - o ministro afirmou, entretanto, que ainda é cedo para sentir a repercussão no exterior. Lobão insistiu que a "CPI está constituída, mas não instalada". Questionado se ele via possibilidade de a comissão não ser instalada, o ministro respondeu que isso dependeria de um acordo entre as lideranças.

Segundo ele, a Petrobras já é fiscalizada de várias outras formas, o que torna a CPI desnecessária. O ministro lembrou ainda que o próprio Senado possui uma Comissão de Fiscalização e Controle. "Por que o Senado não se valeu dessa comissão?", questionou.

Marco regulatório

Lobão afirmou que o novo marco regulatório do setor de petróleo brasileiro estará pronto em dois meses. Esse é o prazo necessário para a comissão constituída finalizar os trabalhos e enviar a proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois disso, Lobão avalia que o projeto levará mais um mês para chegar ao Congresso.

O ministro não acredita que a CPI da Petrobras atrasará os trabalhos da comissão nem o andamento da proposta no Congresso. "A questão da Petrobras é uma coisa, o petróleo do Brasil é outra", afirmou, em entrevista coletiva na Embaixada brasileira, em Londres. "Não há hipótese de não se aprovar o novo marco neste governo, será neste governo e neste ano."

Ele voltou a defender a criação de uma nova estatal, totalmente pertencente ao Tesouro e sem ações em bolsa, para administrar a área do pré-sal e promover os leilões, modelo semelhante ao da Noruega.

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