Locação em São Paulo cresce 50% em 2018

Entre galpões devolvidos e novas locações, saldo foi de 600 mil metros quadrados, melhor resultado em três anos

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2019 | 05h00

Os galpões alugados em condomínios no Estado de São Paulo, descontados os devolvidos, somaram uma área de 600 mil metros quadrados (m²) no ano passado, um desempenho 50% maior do que em 2017, segundo dados da consultoria imobiliária CBRE. São Paulo superou o resultado do País, que teve um avanço de 30% no saldo de locações no mesmo período.

“2016 foi o pior ano do mercado de galpões”, diz Ricardo Betancourt, presidente da Colliers Brasil, consultoria imobiliária. Nesse ano, foram alugados no Estado de São Paulo 192 mil m², descontadas as áreas devolvidas. No ano seguinte, essa marca subiu para 420 mil m². Em três anos, de 2016 para 2018, os volumes locados em São Paulo triplicaram.

Betancourt tem expectativa de que os preços de locação tenham uma melhora real ainda neste ano. E o primeiro sinal que precede a subida do valor dos aluguéis começa acontecer. Os proprietários dos empreendimentos, por exemplo, estão fazendo menos concessões nas negociações, movimento também observado por Nilton Molina Neto, presidente da Binswanger Brazil, consultoria do setor. 

“No Rio, tivemos casos de carência de um ano e a tendência agora é que não passe de três meses”, diz Betancourt. Diante da grande oferta, o executivo lembra que durante a crise os proprietários não tiveram condições de aplicar os reajustes de preços previstos nos contratos, o que começa a ser possível agora com a melhora do mercado.

Molina Neto conta que há mais dificuldade de renegociar os contratos de locação de galpões em regiões privilegiadas. Segundo ele, os proprietários não concedem reduções de preço na base dos contatos, apenas cortes pontuais.

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