Locadoras de autos buscam popularização da atividade

As locadoras de veículos vão lançar no dia 11 de agosto, em São Paulo, o Programa "Aluguel para Todos", com a participação do ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, e do presidente da Embratur, Eduardo Sanovicz. O projeto criado pela Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (Abla) inclui uma campanha publicitária nacional para divulgar a atividade e o lançamento de um portal na Internet com dados e preços oferecidos por 1.700 locadoras de todo o País. O presidente da entidade, Alberto de Camargo Vidigal, afirma que o setor solicitou ao BNDES este ano a abertura de uma linha de crédito com taxas de juros menores do que as cobradas pelo mercado financeiro para investimentos na frota. As 2,5 mil locadoras reúnem atualmente 178 mil veículos ou 8% da produção total de carros. A intenção é que em cinco anos a frota atinja 500 mil unidades. Segundo Vidigal, o governo federal está dando apoio ao programa como forma de incentivar o desenvolvimento do turismo de lazer, responsável por 20% do faturamento de R$ 2,2 bilhões das locadoras no ano passado. "O turismo é o principal responsável pelo crescimento dos negócios nos últimos anos", diz Vidigal. No ano passado, a receita das empresas cresceu 14% em relação a 2001. Locação voltada para três setores Ele afirma que os dois outros setores que compõem a atividade estão com a receita estacionada pela retração econômica. Trata-se da terceirização de frota para empresas, responsável por 59% do faturamento do setor, e do aluguel para negócios, voltado principalmente para executivos, com 21% da fatia. "O primeiro semestre foi difícil, mas as empresas esperam uma melhora no segundo semestre", conta o dirigente, acrescentando que a meta para 2003 é manter a expansão acima de 10%. Já a locação para o turismo cresce pela alta do dólar, que alavancou as viagens dentro do Brasil. Outros fatores de impulso dos últimos anos foram a desregulamentação do setor aéreo a partir de 1998 e a atração de investimentos de redes hoteleiras com qualidade e menores preços. Segundo Vidigal, há ainda uma grande demanda reprimida nessa área. "Ao contrário do que ocorre em outros países, não há no Brasil a cultura do aluguel de carros. Muita gente não sabe que uma locação por 24 horas pode sair mais barato do que o traslado do aeroporto até o hotel", diz. De acordo com o diretor-superintendente da Abla, Luiz Antonio Cabral, um dos motes da campanha será divulgar os serviços das locadoras para os agentes de viagem. Lançamentos Em novembro, a Abla vai promover a 6ª edição anual do fórum da entidade, em São Paulo. O evento servirá de vitrine para os lançamentos das montadoras e a expectativa é mostrar o Volkswagen 249, carro apelidado de Tupi, que começará a ser vendido em fins de 2004. Segundo Vidigal, a locação serve como test-drive dos veículos mais cobiçados e a tendência do setor é correr atrás da preferência do consumidor. Tanto que a fatia do aluguel de veículos utilitários sobre o total de locações aumentou de 7,7% em 1998 para 10,2% em 2002. Esse tipo de veículo tem tido procura crescente nas vendas também. Segundo a Abla, os veículos populares continuam sendo os mais alugados: 68% do total.

Agencia Estado,

29 Julho 2003 | 14h42

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