Localização definiu escolha de Araquari

Quando o investimento de R$ 500 milhões para levantar a primeira fábrica da BMW na América Latina foi anunciado no ano passado, em audiência com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, imediatamente uma questão foi levantada: por que a montadora alemã escolheu Araquari (SC) como local?

O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2013 | 10h43

A pacata cidade ao norte de Santa Catarina tem posicionamento estratégico, disse ao Estado o vice-presidente de produção da BMW e responsável pela planta brasileira, Gerald Degen. "Araquari está encravada entre duas rodovias federais em ótimo estado, as BRs 101 e 280, e está a uma distância pequena de cinco portos e um aeroporto", disse Degen, que nasceu em Munique (Alemanha), e mudou com a família para Joinville (SC) há dois meses.

Uma das principais fabricantes de veículos de luxo do mundo, a BMW garante que a fábrica em Araquari estará pronta para produzir carros em setembro do ano que vem. Serão contratados 3,2 mil funcionários, entre metalúrgicos para o chão de fábrica e cargos administrativos.

Vendas. Na primeira fase, que a companhia alemã estima durar até o fim de 2015, a planta vai produzir 32 mil veículos por ano - o dobro da quantidade de carros da marca vendidos atualmente no Brasil. Neste ano, os brasileiros devem adquirir pouco mais de 15 mil veículos BMW, todos importados. Os modelos vendidos no País vão do 116i, que é vendido a cerca de R$ 89,9 mil, ao X6 M4.4, que sai a R$ 499,9 mil.

"Os veículos ficarão mais baratos, porque serão produzidos no Brasil, mas ainda não definimos os modelos que serão produzidos em Araquari", disse Gleide Souza, a diretora de relações governamentais da BMW. A linha de Araquari terá todas as fases de produção, como pintura e carroceria.

A partir de 2016, a fábrica deve ocupar todo o terreno adquirido no município, e assim ampliar a produção para 100 mil veículos, o que exigiria dobrar o quadro de trabalhadores. "Vamos seguir o mercado", disse Degen. A planta terá, então, 80 hectares (equivalente a 80 campos de futebol), o dobro de extensão da original, em Munique, e pouco mais do que a linha em Dadong (China). A maior fica em Leipzig (Alemanha) com 207,5 hectares.

A empresa espera que o governo federal anuncie um pacote de estímulos para os fabricantes de autopeças.

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