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Lockhart, do Fed, defende política acomodatícia

O presidente do Federal Reserve (Fed) de Atlanta, Dennis Lockhart, defendeu neste sábado a política acomodatícia do Federal Reserve, rejeitando reclamações de que o banco central se engajou em políticas perigosas desde que a crise financeira diminuiu.

AE, Agencia Estado

13 de abril de 2013 | 19h04

"Eu reconheço que estamos navegando em águas desconhecidas em alguns aspectos", disse Lockhart sobre a política sem precedentes de compras em larga escala de ativos do Fed, reconhecendo as preocupações que as pessoas têm sobre a expansão do balanço do banco para mais de US$ 3 trilhões, dos US$ 800 bilhões observados antes da crise de 2008. "Mas eu estou convencido de que os benefícios da política estão superando os custos de longo prazo de uma forma equilibrada."

Falando em uma painel de discussão na Universidade de Iowa, Lockhart afirmou que, tendo em vista o mandato duplo do Fed de buscar desemprego baixo em um contexto de estabilidade de preços, o banco foi impelido a implementar uma política monetária agressiva. Com as taxas de juros próximas a zero, "a lógica das compras de ativos de grande escala, chamadas de relaxamento quantitativo, é bastante simples."

Sem se aprofundar sobre as perspectivas para a política monetária, Lockhart disse que apoia o atual nível de compras - de US$ 85 bilhões por mês - do Fed "por enquanto", reiterando uma posição que ele tomou em discursos recentes. Lockhart não ofereceu projeções em sua apresentação para quando o Fed pode começar a diminuir suas compras de títulos mensais, um tema que está em discussão dentro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).

Mais cedo, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse que o banco não deveria ficar "obcecado" com temores infundados sobre uma inflação no estilo da década de 1970 a ponto de sufocar o estímulo econômico.

Evans destacou que a meta de inflação de 2% do Fed "não é um teto (mas) um alvo", e que os aumentos de preços "podem flutuar acima de 2%, sem estarem em desacordo com os nossos objetivos." O fato de a inflação parecer mais ou menos em linha com a meta de 2% do banco central "nos permite continuar a considerar mais (estímulo)", disse. As informações são da Dow Jones.

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