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Lógica do salário de astro pop também se aplica a alto executivo

Estudo mostra que os salários de presidentes de empresas nos EUA foram multiplicados por seis ao longo de 25 anos

The New York Times,

27 de dezembro de 2010 | 07h33

Não foram apenas os salários de esportistas e celebridades pop que dispararam nas últimas décadas. O raciocínio do economista Sherwin Rosen também pode ser aplicado à remuneração de executivos. Em 1977, um presidente executivo trabalhando em uma das 100 maiores companhias americanas ganhava cerca de 50 vezes o salário de seu trabalhador médio. Três décadas depois, o CEO mais bem pago recebeu cerca de 1,1 mil vezes o salário do empregado da linha de produção.

Isso separou o extremamente rico do somente rico. Um estudo salarial dos anos 1970 revelou que executivos nos cargos de salários mais altos ganhavam cerca do dobro dos que estavam na faixa média. No início dos anos 2000, os do topo ganhavam pelo menos quatro vezes mais do que os do médio escalão.

Altos executivos não são astros pop, mas a remuneração dos mais procurados subiu por razões similares. À medida que as corporações cresceram, decisões gerenciais no topo se tornaram mais importantes, medidas claramente em lucros ou prejuízos. Hoje, as maiores companhias americanas vendem e lucram mais do que há 20 anos.

Competição. Com tantas novas variáveis, tornou-se muito mais importante as companhias colocarem no comando o "melhor" executivo, banqueiro ou gestor de fundo que puderem encontrar. Isso provocou uma furiosa competição por talento administrativo, empurrando os preços de gestores para bem acima da remuneração dos da camada imediatamente inferior. Dois economistas da Universidade de Nova York, Xavier Gabaix e Augustin Landier, publicaram um estudo em 2006 calculando que o crescimento de seis vezes na remuneração de CEOs nos Estados Unidos nos últimos 25 anos poderia ser atribuído à mesma expansão no tamanho do mercado das grandes companhias americanas.

Nisso reside um grande problema para o capitalismo americano, que se apoia na desigualdade. As disparidades salariais desviam recursos - neste caso, humanos - para o local onde eles vão gerar mais valor. Entretanto, essa máxima pode prejudicar a produtividade de parte dos trabalhadores.

Uma experiência recente realizada com trabalhadores na Universidade da Califórnia revelou que os que ganhavam menos que o salário típico de sua unidade e função tornaram-se menos satisfeitos com seu empregos e mais propensos a buscar outra oportunidade quando tomavam conhecimento dos vencimentos de seus pares. Outros experimentos revelaram que os jogos em que o vencedor fica com tudo tendem a estimular muito menos esforço do jogador - e mais trapaça - do que aqueles em que as recompensas são distribuídas mais suavemente de acordo com o desempenho.

O rápido crescimento econômico aumenta a desigualdade na medida em que trabalhadores aproveitam as novas oportunidades e outros, não. Na China, a parte da renda nacional acumulada para o 1% mais rico da população chinesa mais do que dobrou de 1986 a 2003. A desigualdade estimula o crescimento ao oferecer incentivos para as pessoas acumularem capital humano e se tornarem mais produtivas. Ela puxa mais brilhantes para os cargos de maior rendimento, para os quais as companhias mais lucrativas os contratam. / TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

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