Alan Santos/PR
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‘Lógica econômica se impõe para Petrobrás sair de alguns Estados’

Segundo diretor de Relações Institucionais da estatal, retirada segue lógica das concorrentes da empresa

Entrevista com

Roberto Ardenghy, diretor de Relações Institucionais da Petrobrás

Fernanda Nunes, O Estado de S. Paulo

14 de setembro de 2020 | 05h00

RIO - À frente das negociações com governos estaduais e parlamentares para tratar da venda de ativos da Petrobrás, o diretor de Relações Institucionais da estatal, Roberto Ardenghy, disse ao Estadão/Broadcast que, ao decidir se desfazer de unidades nas regiões Norte, Nordeste e Sul do País, a empresa está seguindo a lógica econômica dos concorrentes. Em resposta, governadores das três regiões se reuniram na campanha ‘Petrobrás, fica!’, liderada pelo Senado. 

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

A Petrobrás está conversando com os senadores envolvidos na campanha “Petrobrás, fica!”?

A gente mantém diálogo constante com deputados e senadores. A covid-19 atrapalhou um pouco a agenda das comissões. Mas já indicamos nossa vontade de, a qualquer momento, sentar para conversar.

O movimento parlamentar e de governos estaduais pode alterar a agenda de desinvestimentos?

Achamos que não. A lógica econômica se impõe e mostra que esse movimento da Petrobrás é positivo para nós e para as economias regionais.

Como está a discussão com os Estados sobre as dívidas de ativos postos à venda?

Estamos em diálogo com os governos estaduais. Quando for o momento certo, vamos apresentar o comprador do ativo aos governos. No Rio Grande do Norte, por exemplo, temos um grupo de trabalho. E estamos vendo como vai ser feita essa transferência para que aconteça com o menor impacto possível.

É possível que, em algum momento, a Petrobrás volte a ter posição de destaque no Nordeste?

Se a gente conseguir confirmar as expectativas nas bacias do Potiguar, Ceará-Maranhão, na margem equatorial, onde a Petrobrás faz trabalhos geológicos, a gente vai voltar. Não temos nenhum problema. No Brasil, 94% das bacias ainda têm que ser avaliadas para a ocorrência de petróleo. Então, há uma grande oportunidade.

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