Loja de grife vai ao campo

Empresária abre a 2ª franquia em Barreiras (BA)para atender as esposas dos produtores rurais

, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2011 | 00h00

Empresários do comércio das cidades produtoras de grãos estão correndo atrás da bolada da renda do agronegócio. Faz três meses que a empresária Grazielly Oliveira Coelho, de 31 anos, abriu uma franquia da loja MMartan em Barreiras, que fica no oeste da Bahia e é polo produtor de soja, café, milho e algodão.

"Aqui a agricultura é forte. É a água que move o moinho", compara a empresária, que já é dona da primeira franquia da Arezzo na cidade, inaugurada em meados de 2008.

Ela conta que decidiu abrir uma segunda franquia de grife porque observou que havia uma demanda reprimida. "As esposas dos empresários que vêm plantar soja e algodão aqui não tinham opções de comprar produtos de marca", diz Grazielly. Elas viajavam para Brasília, Salvador, Rio e São Paulo em busca desses produtos de grife.

Isso também foi o que motivou Emília Melo Santos, de 34 anos, que abriu, no segundo semestre do ano passado, uma franquia da M. Officer na cidade. Ela já é dona de uma franquia da Morana, especializada em bijuterias. "Aqui faltavam opções de lojas de marca. As multimarcas vendem esses itens, mas com preço bem maior. No caso da franquia, o valor é tabelado", diz.

Grazielly, que também possui franquias da Arezzo e da MMartan em Araguaina e Palmas, no Tocantins, conta que a velocidade de venda de artigos mais luxuosos é maior no oeste da Bahia e em Araguaina, cidade onde predomina a pecuária, em comparação com Palmas.

Em Barreiras, por exemplo, boa parte dos lençóis vendidos é de algodão egípcio e para camas maiores. "Aqui, as esposas investem muito em conforto. O consumo é mais requintado", observa. O requinte também se observa no setor de calçados. Os mais procurados são os modelos sofisticados. Já na loja da Arezzo em Palmas predominam calçados para o dia a dia.

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