Loja de móveis causa prejuízo a consumidora

A idéia era deixar a sala mais bonita. Por isso, Cleusa Maria Spinola foi até a loja Casa Moderna, na Rua Antônio de Barros, na Zona Leste de São Paulo, e comprou um sofá novo e uma namoradeira feitos com camurça italiana. Aproveitou para fazer também uma impermeabilização no tecido, sugerida pela loja. Pagou por tudo algo em torno de R$ 2 mil, mas o jogo de sala acabou saindo muito mais caro. O primeiro problema foi com relação ao prazo de entrega - o sofá chegou com atraso. No momento da entrega, Cleusa estava trabalhando e deixou outra pessoa encarregada de receber a mercadoria. Ao chegar em casa, surgiu o segundo problema: a loja não forneceu nota fiscal. O terceiro contratempo e a decepção vieram na seqüência. A cliente constatou que o sofá estava sujo e manchado. Ela ligou para a loja, a vendedora foi até sua residência, constatou os problemas e concordou em trocar a mercadoria. "Nesse momento, então, ela sugeriu que eu fizesse o novo sofá com outro material, mais resistente e também mais caro, o couro ecológico", conta Cleusa. "Aproveitei sua presença para fazer o teste da impermeabilização e vimos juntas que o serviço não tinha sido feito." A vendedora cobrou pelo novo tecido, mas descontou, então, o valor da impermeabilização. Cleusa voltou à loja para escolher a cor do couro ecológico e levou o irmão, que comprou uma poltrona. Informações desencontradasPassados 30 dias, ela ligou para a loja para saber quando seria entregue o sofá e descobriu que a vendedora já não trabalhava mais no estabelecimento. "Contei toda a história para outro vendedor. Ele me disse que, em primeiro lugar, não se fazia impermeabilização em camurça italiana e, em segundo, que a loja não trabalhava com couro ecológico." Ela procurou o proprietário da loja, que sugeriu a escolha de um novo tecido para o sofá. "Telefonei para dizer que iria até a loja escolher o material e ele me disse que o sofá já estava sendo feito", conta. "Não concordei, já que não havia escolhido o tecido, mas ele insistiu que eu teria de aceitar de qualquer maneira." Cleusa procurou uma delegacia de polícia e foi orientada a buscar ajuda na Fundação Procon. "Eles entraram em contato com a loja, mas não houve resposta", diz. "Agora vou entrar com um processo." Problema sem solução seis meses depoisA compra foi feita em julho. Cleusa continua com o sofá de camurça italiana manchado e seu irmão nem sequer recebeu a poltrona pela qual pagou. "Embora o processo seja moroso, aconselho as pessoas a buscarem seus direitos. Quem age de má-fé não pode ficar impune", desabafa Cleusa. A reportagem telefonou para o número que constava no pedido da cliente para ouvir a versão da loja Casa Moderna, mas ninguém atendeu.

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