Lojas de R$ 1,99 ganham espaço

A Pesquisa Anual do Comércio (Pac) de 1998, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que as grandes lojas de departamento perderam espaço para os pequenos bazares que vendem produtos a R$ 1,99. De acordo com os números do IBGE, o faturamento destes dois tipos de empresas, ambas classificadas pelo órgão como comércio não especializado, caiu 18,6% entre 1996 e 1998 enquanto o número de lojas de R$ 1,99 passou de 5 mil para 16 mil no período.O economista do Departamento de Comércio e Serviços (Decs) do IBGE, Roberto Sant´Anna observa que este fenômeno também provocou uma queda significativa da remuneração dos funcionários do comércio não-especializado. O salário médio caiu de 4,7 salários mínimos em 1996 para 3,6 em 1997 e 2,7 em 1998. A pesquisa do IBGE relativa a 1998, com dados colhidos em 1999, apurou informações junto a 45.492 empresas. A pesquisa não considera o comércio informal, que representa 20% do valor adicionado (a diferença entre o valor de compra e o de venda dos produtos) do setor. De acordo com o estudo, em 1998, 97,8% das 962 mil empresas comerciais do país tinham até 20 funcionários e respondiam por 65,3% do emprego e 32,8% da receita do comércio brasileiro. Já as empresas consideradas grandes, com mais de 50 funcionários, empregavam 25,5% dos trabalhadores mas respondiam por 55,3% do faturamento. No total, a receita do comércio em 1998 ficou em R$ 353, 2 bilhões, uma queda de 5,57% em relação ao ano anterior, fazendo o setor voltar aos níveis de 1996. A retração foi de 4,7% no varejo, de 6,10% no atacado e de 6,32% no comércio de automóveis e peças e no varejo de combustíveis.Apesar da queda no faturamento do varejo, os supermercados apresentaram em 1998 um aumento de 2,2% em seu faturamento. O setor registrou uma redução de 21% no número de empresas e uma queda de 14% na quantidade de lojas.

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