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Lojas engrossam boicote aos produtos Philips no Piauí

O boicote é uma reação às declarações do presidente da Philips do Brasil, Paulo Zottolo, que disse que "se o Piauí deixasse de existir, ninguém ficaria chateado por isso"

Luciano Coelho, da Agência Estado,

24 de agosto de 2007 | 19h13

Várias lojas de departamento engrossaram o boicote aos produtos Philips no Piauí. Depois que o Grupo Claudino, dos Armazéns Paraíba, suspenderam as compras e retiraram os produtos da marca da prateleira, lojas de departamento como a Insinuante e Gabryella também suspenderam a venda da marca Philips. O boicote é uma reação às declarações do presidente da Philips do Brasil, Paulo Zottolo, que disse que "se o Piauí deixasse de existir, ninguém ficaria chateado por isso".   Veja também:    Rede varejista do Piauí boicota produtos Philips  Presidente da Philips vai à Europa e fica longe de protestos As lojas Insinuante, um grupo da Bahia, com sede em Salvador, que têm cinco lojas em Teresina e em vários outros Estados, resolveram retirar os produtos Philips das prateleiras e das vitrines, a exemplo do que fez o Armazéns Paraíba. A direção da loja resolveu aderir ao boicote em reação às declarações de Paulo Zottolo. Os produtos foram retirados das lojas por tempo indeterminado, segundo um dos gerentes, por respeito à população do Piauí.A loja de eletrodomésticos Gabryella, com sede em São Luís do Maranhão, com três lojas em Teresina, também está retirando os produtos Philips do seu mostruário. Um dos gerentes disse que é a reação à ofensa cometida pelo executivo da marca no Brasil.Investimento socialA Fundação Philips do Brasil tem investimentos sociais no Piauí na ordem de R$ 2,2 milhões nas áreas de saúde e educação. Observando a responsabilidade social, a empresa financiou a instalação de UTIs e um mamógrafo, no município de Parnaíba, no litoral do Piauí. E está investindo na capacitação de professores em vários municípios do Estado para melhorar a qualidade do ensino.O governador Wellington Dias confirmou que não haverá fim de convênio ou parceria que a Philips tinha com o Piauí. "Mas esta foi uma reação forte que tivemos. Isso coloca, com clareza cristalina, como será, quando houver coisas deste tipo", assinalou.Wellington Dias sabe que a Philips gera milhares de empregos. "Acho que houve uma posição individual do cidadão Paulo Zottolo, de sua responsabilidade, e não da Philips. Mas houve uma forte reação", afirmou. "Isso demonstra que esta posição tem que ser revista. É claro que qualquer ato desta natureza terá reação. A empresa tem tido o cuidado de expressar que não é um pensamento institucional", finalizou o governador do Piauí.

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