Lojas fechadas e segurança forte no centro do Rio nesta sexta-feira

Apesar do clima deserto da região, que costuma ser movimentada pela manhã em dias normais, há uma grande quantidade de agentes cuidando do policiamento local

Constança Rezende e Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2017 | 09h07

RIO - As lojas do Centro do Rio decidiram não abrir na greve desta sexta-feira. Apenas padarias da região resolveram levantar as portas. Todos os bancos da Avenida Rio Branco e das ruas transversais estão fechados e protegidos por tapumes.

Apesar do clima deserto da região, que costuma ser movimentada pela manhã em dias normais, há uma grande quantidade de agentes do Centro Presente, grupo de servidores da segurança pública financiado pela Fecomercio que ajuda no policiamento do local. Também há integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) colando cartazes em bancos e lojas.

Um grupo de black blocs pôs barricadas na linha do VLT na Rua Sete de Setembro para impedir a passagem do veículo. Os homens mascarados chegaram no local com materiais como plástico e madeira e puseram fogo. O transporte não está operando, mesmo com a retirada do material às 7h40 pelos garis.

Trabalhadores entrevistados pela reportagem do Estado na Central do Brasil disseram ter recebido orientação para voltar para casa ao chegar aos seus postos. "O patrão avisou que podia ter manifestação e mandou a gente voltar", disse o contador Paulo Roberto Araújo, de 44 anos. "Eu acho que paralisação de um dia não adianta nada. Só se fosse por tempo indeterminado. O que muda mesmo é nas urnas. Essa greve está sendo organizada pela CUT, não me representa", rechaçou um colega.

Fiscais de empresas de ônibus calculam que o movimento de passageiros na Central tenha caído a menos da metade nesta manhã. "As pessoas não conseguem chegar de Niterói, já que não tem barca nem ponte funcionando, e isso afeta muito", contou um encarregado. "Vim porque tenho mulher e filho para sustentar. Eu só iria aderir se fosse para tirar o presidente.

Não quero perder direitos [com as reformas do governo], mas, também, não posso perder o emprego", explicou o designer Pedro Vieira, de 32 anos.

Boa parte das pessoas entrevistadas teme ser identificada pela reportagem. "Pobre não pode se dar ao luxo de fazer greve. Moro em Nova Iguaçu [Baixada Fluminense] e lá o transporte está normal, então não tenho desculpa para dar", contou uma cozinheira que trabalha em um restaurante em Ipanema.

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