Lojistas fazem 'Cyber Monday' nos EUA

Depois da 'Black Friday', varejo dá continuidade às promoções na internet, com o objetivo de manter a onda de consumo

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2011 | 03h00

Depois de lotarem lojas de departamento como a Macy's por todo Estados Unidos na "Black Friday" (sexta-feira negra), milhões de americanos devem acessar seus computadores nesta segunda-feira para aproveitar as promoções do e-commerce em uma data que ficou conhecida como "Cyber Monday" desde de 2005.

O objetivo dos comerciantes americanos é manter a onda do consumo, que teve seu auge na sexta-feira passada, com os gigantescos descontos do dia posterior ao Thanksgiving (Ação de Graças), considerada a data mais importante para o varejo nos EUA.

Em muitas lojas, as promoções começaram à meia-noite da quinta para a sexta e prosseguiam durante o fim de semana, antes de as atenções se voltarem para o comércio virtual.

No sábado, houve uma grande campanha da American Express para promover vendas nas pequenas lojas. O próprio presidente Barack Obama saiu às compras em Washington. Economistas avaliam essas promoções como importantes para medir a confiança dos consumidores no reaquecimento da economia - um ano antes da eleição presidencial. No cálculo do PIB americano, o consumo é o item mais importante, representando 70% do total.

Apenas na sexta-feira passada, o dia oficial das promoções, as vendas tiveram crescimento de 6,6% em relação ao ano passado, segundo dados iniciais. Pela internet, os varejistas tentam manter os negócios em alta nos Estados Unidos, neste mês que antecede o Natal. E as expectativas ontem eram otimistas porque cada vez mais os americanos fazem suas compras por meio de computadores.

Com as vendas do fim do ano, a Federação Nacional do Varejo dos EUA espera melhorar o porcentual de crescimento das vendas no ano, atualmente em 2,8%. Em 2010, a elevação foi de 5,2%.

"No computador não existe o risco de você ficar horas na fila, enfrentar lojas lotadas e muitas vezes ficar sem encontrar seus produtos", alardeavam alguns anúncios ontem em sites americanos de comércio.

Em Nova York, algumas pessoas começaram já na quarta-feira passada a se posicionar para conseguir entrar em lojas como a Best Buy, de eletrônicos. Mas aloja só foi aberta à meia-noite de quinta para sexta-feira.

Como aconteceu nos anos anteriores, as grandes lojas de departamento abriram durante a madrugada.

Spray. O desespero para aproveitar os preços baixos é tanto que muitas vezes surgem cenas de violência. Nessa sexta, uma mulher, para conseguir um lugar na frente da fila, disparou um spray de pimenta contra 20 consumidores que queriam aproveitar as promoções. No sábado, ela se apresentou à polícia.

O caso mais grave foi o de um assalto armado, em que um consumidor foi baleado do lado de fora de uma loja do Walmart em San Leandro, na Califórnia, após recusar-se a entregar o que havia acabado de comprar. A vítima foi hospitalizada.

Na internet, alguns sites que promovem a "Cyber Monday" pedem aos consumidores para tomar cuidado com ofertas muito baratas. "Não existe pacote de uma semana para as Bahamas por US$ 200", dizia um deles. Muitas empresas se reuniram em sites para fazer suas vendas em conjunto.

Na maioria dos casos, é preciso ter um número de cupom para ter acesso aos produtos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.