Lojistas fazem 'dobradinha' no West Plaza e no Bourbon

Empresas que voltaramao shopping aberto noinício dos anos 90 citam negociação vantajosa com a administração

Márcia de Chiara, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2015 | 02h05

De olho no potencial de consumo da região oeste, lojistas que se mudaram do West Plaza para o Bourbon no fim dos anos 2000, estão retornando ao West Plaza, mas sem encerrar a operação no Bourbon. Eles não temem a canibalização de vendas por causa da proximidade entre lojas da mesma marca.

Sérgio Zeitunlian, diretor da Handbook, que vende itens de vestuário de moda jovem, recentemente retornou ao West Plaza, após ter deixado o shopping em 2006 porque a operação não era rentável. "É como se fosse um shopping novo", diz, comparando o empreendimento atual com o de dez anos atrás.

Com um investimento de R$ 700 mil, ele inaugurou uma loja de 120 metros quadrados, bem maior que o ponto de venda que teve no passado nesse mesmo shopping. O fator decisivo para o retorno ao West Plaza a foi a boa negociação que teve com shopping.

Apesar da proximidade entre os shoppings, Zeitunlian pretende manter a loja da mesma marca no Bourbon. "Os shoppings têm públicos diferentes", diz ele. A loja do Bourbon é maior, tem 200 m² e teve condições diferentes de negociação em relação a do West Plaza. Segundo o empresário, a expectativa é que a unidade do West Plaza seja uma loja do grupo B dentro da sua empresa, isto é, de faturamento intermediário, a mesma categoria da loja do Bourbon Shopping.

Copa. Tito Bessa Júnior, diretor da TNG, é outro empresário que está otimista com as mudanças do West Plaza. Com lojas no Bourbon e no West Plaza da mesma bandeira, ele acredita que até o fim deste ano a nova loja do West Plaza vai se equiparar em resultados a do Bourbon Shopping.

O empresário conta que no dia da derrota do Brasil na Copa, ele foi entregar as chaves da loja que tinha no shopping porque a operação não era rentável no espaço que ocupava. Nesse dia foi surpreendido com uma boa notícia: uma oferta interessante para que ocupasse um espaço maior, de acordo com um novo projeto que tinha em mente. "Tripliquei o tamanho da loja. Aquele dia foi inesquecível", conta ele.

De acordo com o novo projeto, Bessa agregou uma área específica para vestuário infantil, a TNG Kids. Na nova loja, foram aplicados cerca de R$ 500 mil. A expectativa é que em dois a três anos esse projeto se pague.

Fernando Finateli, sócio da franquia Imaginarium, é outro empresário que decidiu apostar no shopping. "Valeu a pena, a negociação foi vantajosa", conta ele, sem detalhar as condições do contrato.

Na sua opinião, além do contrato de locação, um conjunto de fatores que fez com que ele aceitasse a proposta. Entre eles estão o plano de revitalização do shopping e o potencial de consumo da região. Nem mesmo o fato de ter uma outra franquia da mesma marca instalada no vizinho Bourbon Shopping, vendendo os mesmos produtos com os mesmos preços, preocupa o empresário. "Não vejo risco de canibalização."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.