Lojistas protestam em frente ao Shopping Iguatemi JK

Cerca de 200 pessoas realizam manifestação na manhã desta segunda-feira na esquina da Avenida Chedid Jafet com a Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo, em frente ao Shopping Iguatemi JK, para protestar contra a decisão da Justiça de não abrir o empreendimento.

GHEISA LESSA, Agencia Estado

23 de abril de 2012 | 11h24

A previsão era de que o shopping fosse aberto no último dia 29, mas a Justiça não concedeu o Termo de Recebimento e Aceitação Parcial (Trap), uma licença provisória que permitiria o início do funcionamento do estabelecimento sem a realização das obras exigidas pela Prefeitura de São Paulo para desafogar o trânsito no bairro do Itaim-Bibi.

Segundo o assessor de imprensa da Associação dos Lojistas de Shopping (Alshop), Thiago Paes, a não abertura do shopping tem como consequência o desemprego de, em média, 3 mil pessoas. "Os lojistas não vão pagar por funcionários que não vão trabalhar", diz o assessor.

Segundo informações da Alshop, a não abertura acarretará prejuízo de R$ 250 milhões, entre mão-de-obra, treinamento de equipe, locação do ponto comercial e produtos perecíveis em estoque.

A concessão da autorização para a abertura do shopping foi negada pelo juiz Cláudio Antônio Marques da Silva, da 11ª Vara da Fazenda Pública, mesmo após os responsáveis pelo empreendimento - a WTorre e a Iguatemi Empresa de Shopping Centers - terem feito depósito de R$ 84 milhões como garantia de que as obras para desafogar o trânsito serão concluídas até 2014.

São quatro as intervenções viárias exigidas para a abertura do empreendimento: a construção de um viaduto a partir da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, a implementação da quarta faixa de tráfego em um trecho da Marginal do Pinheiros, o prolongamento da ciclovia que margeia o rio e a construção de uma passarela para interligar a faixa exclusiva para bicicletas ao Parque do Povo.

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