Louis Vuitton é expulsa da Praça Vermelha de Moscou

Baú de dez metros de altura que abrigaria exposição com a história da grife de luxo francesa foi considerado um atentado à história e à arquitetura russa

EFE,

28 de novembro de 2013 | 12h13

MOSCOU - Um gigantesco baú da grife francesa Louis Vuitton instalado na Praça Vermelha de Moscou foi desmontado apenas dois dias após ter sido instalado.

O motivo foi a indignação entre moradores, políticos e turistas. O baú foi criticado por  tirar a visão das históricas construções arquitetônicas do principal marco turístico russo.

O líder ultranacionalista chegou a sugerir que o baú é na verdade um 'cavalo de troia' que escondia forças especiais de uma potência inimiga.

Horas antes, um representante do governo reconheceu que a construção não foi autorizada pelo governo, que ordenou a sua retirada imediata.

"O baú e a marca não são um problema em si, o problema é o tamanho exagerado", afirmou o porta-voz do Kremlin Dmitri Peskov.

O baú foi erguido com 30 metros de largura e 10 metros de altura com a estampa da famosa grife de luxo. A armação ficou com quase a mesma altura que algumas das construções da praça.

O baú acomodaria uma exposição com uma retrospectiva da Louis Vuitton a partir do dia 2 de dezembro. O dinheiro arrecadado com ingressos seria destinado a fins filantrópicos para uma fundação infantil criada pela modelo russa Natalia Vodiónova.

Em um comunicado, a Louis Vuitton disse que respeita o espaço histórico da Praça Vermelha mas assegurou que obteve todas as permissões das autoridades.

"Isto não pode ser, um baú deste tamanho ao lado da tumba das principais figuras históricas do país! Esta é uma praça de desfiles, a praça das vitórias, a praça das festas!", reagiu o líder do Partido Liberal Democrático Vladímir Yirinovski.

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