Lucro da ADM supera expectativas, com ajuda de oleaginosas

A gigante do agronegócio Archer Daniels Midland Co reportou lucros trimestrais melhores que o esperado nesta terça-feira, com a ajuda dos altos lucros em sua unidade processadora de oleaginosas.

Reuters

30 Outubro 2012 | 14h44

A The Decatur, companhia baseada em Illinois, uma das maiores traders de grãos do mundo, disse ter uma performance "mista" em seu primeiro trimestre fiscal, uma vez que as oleaginosas estavam fortes, as margens no setor de etanol se encolheram e os serviços agrícolas enfrentaram a pior seca em meio século nos Estados Unidos.

As quatro companhias "ABCD" que dominam o negócio agrícola global --ADM, Bunge, Cargill Inc e Louis Dreyfus Corp -- estão emergindo de um período de baixos ganhos no qual novos competidores e mercados voláteis pressionaram os lucros.

Há sinais, no entanto, de que a disputa por grãos após a seca pode estar ajudado na recuperação, à medida que companhias com recursos diversos geograficamente podem adquirir e entregar grãos onde há necessidade.

As companhias, porém, ainda enfrentam obstáculos por conta da seca, que reduziu as colheitas, deixando poucos bushels de milho para processar, armazenar e transportar.

Olhando adiante, a ADM disse estar disponibilizando online uma grande unidade processadora de soja no Paraguai, com produtores sul-americanos respondendo às apertadas condições do mercado com plantios recordes.

"No longo prazo, continuamos otimistas, uma vez que vemos crescimento contínuo na demanda global por proteína e outros produtos agrícolas", disse a presidente-executiva da ADM, Patricia Woertz, em comunicado.

A companhia reportou lucros líquidos de 182 milhões de dólares, ou 28 centavos por ação, em seu primeiro trimestre fiscal encerrado em 30 de setembro, abaixo dos 460 milhões de dólares, ou 68 centavos por ação, do ano anterior.

(Reportagem de Martinne Geller em Nova York e Tom Polansek em Chicago)

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