TASSO MARCELO/AGENCIA ESTADO/AE
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Lucro da Ambev teve alta de 16,1% no 2º tri de 2019 ante 2018

Empresa registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,712 bi no período; volume de cervejas vendidas no Brasil também teve crescimento de 2,9%, em comparação com o registrado entre abril e junho

Flavia Alemi e Letícia Fucuchima, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2019 | 09h57

A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,712 bilhões no segundo trimestre de 2019, resultado 16,1% maior que os R$ 2,335 bilhões apurados em igual período no ano passado. Já o lucro líquido ajustado atribuído ao controlador foi de R$ 2,616 bilhões, alta de 16,8% na comparação anual. 

O período também marcou um aumento no volume de cervejas vendidas pela empresa no Brasil, chegando a 18,25 milhões de hectolitros, 2,9% a mais que o reportado entre abril e junho do ano passado. Houve também aumento de 6,7% na receita líquida, para R$ 5,296 bilhões. Com isso, a receita líquida por hectolitro (ROL/hl) subiu 3,7%, em linha com a inflação do período, para R$ 290,3.

Os resultados da Ambev para o segundo trimestre já contabilizam a adoção da norma contábil IFRS16, que altera a divulgação de arrendamentos. A empresa decidiu pela adoção retrospectiva completa e reapresentou os saldos de 2018. 

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do período subiu 0,4%, para R$ 4,691 bilhões. Já no critério orgânico, aplicando-se taxas de câmbio constantes, o indicador teve crescimento de 0,3%. A margem Ebitda ajustado passou para 38,6%, de 40,6% no segundo trimestre de 2018.

Entre abril e junho deste ano, a receita líquida da companhia somou R$ 12,145 bilhões, expansão de 5,5% na comparação anual. O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 567,4 milhões, 48,5% menor na base anual.

Com isso, na primeira metade de 2019, a Ambev reportou um lucro líquido ajustado de R$ 5,474 bilhões, 10,9% acima do registrado em igual período de 2018. Já o Ebitda ajustado chegou a R$ 9,811 bilhões (+3,7% na base anual), enquanto a receita líquida atingiu R$ 24,785 bilhões (+7,1%).

Aumento de 2,9% no volume de cerveja vendida

Para o segundo trimestre, a Ambev voltou a reportar aumento do custo do produto vendido (CPV) que, segundo a companhia, sofreu impacto do câmbio e dos preços das commodities, especialmente alumínio e cevada. Nos comentários da administração sobre a estratégia no Brasil, a companhia cita que o segmento das cervejas premium continua mostrando resultados “animadores”, com as marcas globais Budweiser, Stella Artois e Corona crescendo dois dígitos em conjunto no segundo trimestre.

Já no segmento core, a Ambev apontou que a Brahma passa por um “forte momentum”, reforçado pelo reality show digital O Próximo Número Um, produzido em parceria com o Villa Mix Festival. A marca também fez campanha com a jogadora Marta, da seleção brasileira, durante a Copa do Mundo de futebol feminino.

No caso da Skol, a Ambev ressaltou os resultados da campanha da família Skol e a expansão nacional da Skol Puro Malte, lançada durante o Carnaval.

O volume de cerveja vendido no Brasil nos seis primeiros meses de 2019 subiu 7,2%, para 39,25 milhões de hectolitros. A receita líquida cresceu 11,2%, para R$ 11,429 bilhões, levando a ROL/hl para R$ 291,2, alta de 3,7%. Já o Ebitda do semestre de Cerveja Brasil recuou 1,1%, para R$ 4,561 bilhões.

Endividamento consolidade sobe 19,37% em junho ante dezembro

 A Ambev também reportou endividamento consolidado ao final de junho, de R$ 4,898 bilhões. O valor é 19,37% maior que os R$ 4,103 bilhões do final de dezembro de 2018. Desse montante, R$ 2,284 bilhões estavam em moeda local e R$ 2,612 bilhões em moeda estrangeira. A empresa encerrou o segundo trimestre de 2019 com caixa líquido de R$ 9,311 bilhões, 26% maior que em dezembro.

Segundo a empresa, os valores de 2018 e 2019 refletem os impactos resultantes da norma do IFRS16 e incluem arrendamentos de R$ 1,723 bilhão em 2018, e R$ 1,913 bilhão em 2019. 

A despesa financeira líquida ficou em R$ 567,4 milhões no segundo trimestre de 2019, queda de 48,5% ante o mesmo período de 2018. Entre os efeitos que impactaram esse resultado, a empresa citou perdas com instrumentos derivativos, explicadas por aumento do custo de carrego de hedges cambiais vinculados à exposição do custo do produto vendido (CPV) e Capex, na Argentina, além de ganhos relativos a contratos de troca de resultados de fluxos financeiros futuros com liquidação financeira (equity swaps).

A despesa com juros foi de R$ 382,9 milhões, alta de 10,2% na comparação com o segundo trimestre de 2018. A companhia reportou que essa linha inclui despesas com juros incorridas em conexão com o Programa Brasileiro de Regularização Tributária - PERT, bem como uma provisão, sem efeito caixa, de aproximadamente R$ 60,0 milhões relacionada à opção de venda associada a investimento na República Dominicana.

A linha Outras receitas e despesas financeiras líquidas caiu para R$ 93,5 milhões, ante R$ 125,7 milhões no mesmo período de 2018. A Ambev afirmou que essa linha é parcialmente explicada por correções de provisões de contingências legais e despesas com plano de pensão.

Com relação aos impostos, a alíquota efetiva aumentou de 6,7% para 12,2%. As despesas com Imposto de Renda e Contribuição Social somaram R$ 676 milhões, alta de 19,2% na comparação anual.

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