Lucro da BHP dispara e companhia diz que não comprará Potash ‘a qualquer custo’

CEO nega que disponibilidade de caixa poderia significar aumento da oferta pela fabricante de fertilizantes

Agência Estado e Reuters,

25 de agosto de 2010 | 08h58

A BHP Billiton, maior mineradora do mundo, disparou um tiro de alerta ao seu alvo de aquisição, a Potash, e a potenciais candidatos rivais a uma oferta ao apresentar seu melhor lucro semestral em dois anos e um robusto demonstrativo de resultados.

Entretanto, a BHP, que fez uma oferta hostil de US$ 39 bilhões pela maior fabricante mundial de fertilizantes, abafou as expectativas de que sua alta disponibilidade de caixa poderia significar um aumento substancial da oferta.

"Serei tão disciplinado nesta oferta quanto tenho sido em todos outros esforços", disse o presidente-executivo da BHP, Marius Kloppers, em teleconferência com jornalistas nesta quarta-feira.

"Os acionistas são donos da companhia e é meu dever criar mais valor para eles, e não fazer qualquer coisa a todo custo".

Resultado

A BHP Billiton anunciou lucro líquido de US$ 12,72 bilhões no ano fiscal 2010, encerrado em 30 de junho, marcando uma alta de 116,5%, em relação ao lucro de US$ 5,88 bilhões registrado no ano anterior. A companhia atribui o resultado ao aumento dos preços de commodities e à forte demanda global por matérias-primas para a fabricação de aço. Além disso, no ano encerrado em 30 de junho de 2009, os resultados foram afetados pelo colapso no preço das commodities em função da crise financeira global.

Excluindo itens extraordinários, o lucro da BHP aumentou 16,3% no ano fiscal 2010, para US$ 12,47 bilhões, de US$ 10,72 bilhões no ano fiscal anterior. O resultado ficou levemente baixo das estimativas dos analistas, que esperavam um lucro subjacente de US$ 12,6 bilhões.

A receita líquida da BHP Billiton subiu 5,2% no período, para US$ 52,80 bilhões, ante US$ 50,21 bilhões no ano fiscal anterior.

A companhia afirma que atingiu volumes de vendas recordes em minério de ferro e carvão metalúrgico, usados na fabricação de aço, além de petróleo. A BHP alertou que o crescimento econômico da China, que puxou a demanda recente de matérias-primas para produção de aço, deve desacelerar para "níveis mais sustentáveis". Na Europa, o quadro será especialmente difícil, já que "o impacto negativo inevitável da consolidação fiscal sobre o crescimento continuará".

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