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Lucro da Caixa fica estável em R$ 1,9 bilhão no segundo trimestre e inadimplência sobe

Índice de inadimplência em operações vencidas há mais de 90 dias passou de 2,77% no segundo trimestre do ano passado para 2,85% nos três meses encerrados em junho deste ano

O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2015 | 11h40

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal teve lucro líquido de R$ 1,9 bilhão no segundo trimestre, desempenho praticamente estável sobre o resultado obtido no mesmo período do ano passado e 25% maior do que o registrado nos três meses anteriores. O resultado veio junto com aumento do índice de inadimplência na comparação anual, que passou de 2,77% no segundo trimestre do ano passado para 2,85% nos três meses encerrados em junho deste ano.

No primeiro trimestre, o índice de calotes havia sido de 2,86%, o pior resultado em seis anos e acompanhando a tendência dos demais bancos do país de piora na qualidade da carteira de crédito.

A carteira de crédito ampliada da Caixa encerrou junho com saldo de R$ 648,1 bilhões, aumento de 17,4% em 12 meses e de cerca de 3,8% no trimestre. Sua participação de mercado ficou em 20,7% no período. O crédito habitacional seguiu como destaque, com avanço de 20,8% no ano, para R$ 366,6 bilhões.

A carteira de crédito comercial foi a R$ 196,1 bilhões no segundo trimestre, aumento de 4,9% em um ano. No período, as contratações cresceram 6,3%, para R$ 134,7 bilhões. Na pessoa física, o saldo foi a R$ 100,2 bilhões, alta de 10,2% em 12 meses. Já na pessoa jurídica, a cifra ficou em R$ 95,9 bilhões.

As operações de saneamento e infraestrutura alcançaram saldo de R$ 63,3 bilhões, com alta de 36,8% em 12 meses. Já o crédito rural foi a R$ 6,4 bilhões, expansão de 77,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com o primeiro trimestre de 2015, a evolução foi de 21,6%. As contratações do período atingiram R$ 3,5 bilhões, avanço de 61,2% em 12 meses.

O resultado do banco veio depois do Banco do Brasil divulgar em meados deste mês alta de cerca de 6% no lucro líquido do segundo trimestre e alta na taxa de inadimplência para 2,04% ante 1,99% no segundo trimestre de 2014.

A Caixa afirmou em comunicado à imprensa que mantém foco em "na sustentabilidade dos resultados" e por isso intensificou ações voltadas para "racionalização de gastos e aumento da produtividade", o que refletiu na melhora do índice de eficiência operacional em 2 pontos percentuais em 12 meses, para 55,9% ao final de junho. (Aline Bronzati, da Agência Estado, com informações da Reuters)

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