Lucro da Globo cai 63,5% no 1º trimestre

A Globo Comunicação e Participações S.A, empresa que resultou da fusão da TV Globo e Globopar, registrou lucro de R$ 167,1 milhões no primeiro trimestre do ano, com queda de 63,5% em relação aos R$ 457,5 milhões registrados em igual período do ano passado, segundo balanço da maior empresa de comunicação do País.As vendas líquidas no trimestre somaram R$ 1,295 bilhão, com aumento de 16,26% em relação ao primeiro trimestre de 2005. A geração de caixa medida pelo Ebtida (lucro antes dos impostos, juros, depreciação e amortização) registrou aumento de 18%, atingindo R$ 338,9 milhões, com margem de 26,2%, com ligeira melhoria em relação à margem de igual período do ano passado (25,8% em relação às receitas líquidas).Em nota, a empresa informou que realizou, voluntariamente, um pré-pagamento de dívida no montante de US$ 70 milhões em março e programou a quitação de outros US$ 150 milhões no próximo dia 20 de junho. Os recursos para essas operações foram gerados internamente e através de vendas de ações da Net Serviços, controlada pela Globo em parceria com a Embratel/Telmex.AudiênciaA empresa manteve uma folgada audiência no País, com cerca de 23% de participação entre os expectadores brasileiros, igual aos 23% registrados no primeiro trimestre de 2005, no período de 7 da manhã até meia noite. Ou seja, de cada 100 televisores existentes no País, cerca de 23% estavam sintonizados na Globo.Já o share da rede de televisão, ou seja, considerando-se a participação em relação apenas às televisões ligadas em algum canal, caiu de 55% no primeiro trimestre de 2005 para 53% este ano. Para a empresa, essa redução resulta basicamente do aumento do número de aparelhos de televisão no período não sinalizando tendência.Segundo a Globo, o mercado de publicidade no Brasil registrou crescimento de 17,9% no primeiro bimestre, somando R$ 2,2 bilhões até fevereiro. Esses recursos, em sua maior parte, foram alocados principalmente em televisão (aberta e paga). Em 2005 os investimentos em publicidade em televisão somou R$ 9,9 bilhões, segundo a Globo.

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