Lucro da Globo Comunicações e Participações cresce 414,62%

A Globo Comunicações e Participações, empresa resultante da fusão da TV Globo e Globopar, registrou lucro de R$ 1,97 bilhão no ano passado, com aumento de 414,62% ante o registrado em 2004, segundo balanço da empresa divulgado nesta segunda-feira. Esse resultado é "pró-forma", pois não pode ser comparado diretamente com os resultados dos anos anteriores devido ao processo de fusão entre as duas empresas, que tinham várias operações cruzadas entre si. Boa parte do lucro de 2005 da maior rede de televisão do País resultou do processo de renegociação da dívida do grupo, em meados do ano passado. Em 2004, por exemplo, a empresa declarou despesas financeiras de R$ 554 milhões, enquanto os dados referentes a 2005 contabilizam ganhos financeiros líquidos de R$ 416 milhões. As receitas de vendas líquidas contabilizadas pelo grupo somaram R$ 5,588 bilhões em 2005, com aumento de 4,67% em relação ao registrado no ano anterior.Quarto trimestreNo quarto trimestre de 2005, considerado isoladamente, a Globo registrou prejuízo líquido de R$ 105,4 milhões, comparado ao lucro de R$ 427,883 milhões registrado no quarto trimestre de 2004. As receitas líquidas no último trimestre do ano passado somaram R$ 1,524 bilhões, praticamente no mesmo nível registrado no quarto trimestre de 2004 (queda de 0,31%). Conforme dados da empresa, as vendas de anúncios publicitários para o mercado (terceiros) registraram queda de nominal de 6,72%, somando R$ 1,476 bilhão, ante os R$ 1,582 bilhões no quarto trimestre de 2004. Em contrapartida os anúncios de empresas do próprio grupo praticamente dobraram no período, atingindo R$ 138 milhões no quarto trimestre de 2005 (R$ 69,414 milhões no quarto trimestre de 2004).Endividamento totalO endividamento total da Globo registrou queda de US$ 330,1 milhões no ano passado, após a renegociação da dívida e um pré-pagamento feito pela companhia em dezembro. Com isso a dívida total do grupo caiu de US$ 1,426 bilhão no final de 2004 para US$ 1,108 bilhão no final de 2005. A maior parte dessa dívida foi reescalonada para 2011 (US$ 640 milhões) e 2012 (US$ 334 milhões), o que aliviará o caixa da companhia nos próximos cinco anos. O grupo declarou moratória da dívida no final de 2002, com o forte aumento na cotação do dólar, mas tem sido beneficiado pela queda da moeda norte-americana em relação ao real nos últimos anos. Praticamente toda a dívida do grupo é com credores estrangeiros.Net ServiçosA participação do grupo na Net Serviços caiu para apenas 13,20% no final do ano passado, ante os 46,97% registrados no final de 2004. Essa participação foi vendida para o grupo mexicano, Telmex, que controla a Embratel e as empresas de telefonia celular reunidas sob a marca Claro. Nas notas explicativas que acompanham o balanço do grupo, a empresa informa que está vendendo a sua participação acionária na seguradora Roma para o grupo espanhol Mapfre. A empresa não informou o valor envolvido na operação.

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