Lucro da International Paper supera previsões por maiores preços

A International Paper lucrou mais que o esperado no segundo trimestre, à medida que os maiores preços em seu negócio de embalagens e papéis ofuscaram uma queda no volume.

ERNEST SCHEYDER, REUTERS

28 de julho de 2011 | 15h14

Os resultados dão boas perspectivas para a indústria de embalagens como um todo, especialmente fora da América do Norte, e mostram que a demanda continua a subir.

A performance de China e Rússia continua excepcionalmente boa, afirmou à Reuters o presidente-executivo da IP, John Faraci, nesta quinta-feira.

"Os estoques estão baixos, as margens operacionais estão sólidas, e esse é um ambiente no qual os preços podem ser elevados, em determinadas situações", disse.

As reservas em caixa da companhia saltaram 16 por cento para 2,4 bilhões de dólares. Faraci disse que está aberto para maiores gastos na América do Norte, mas precisa ver retorno na demanda.

"Não se trata de confiança, ou regulamentação, nem nada parecido com isso", disse Faraci. "Tudo tem relação com a demanda e os gastos do consumidor".

Com relação às negociações nos EUA sobre o limite da dívida, Faraci afirmou que apoia o plano do porta-voz da Câmara dos Deputados, John Boehner.

O plano de Boehner, que deve ser votado mais tarde nesta quinta-feira, ampliaria em alguns meses a possibilidade de o Tesouro norte-americano fazer empréstimos, algo tido como inaceitável pelo presidente Barack Obama.

No segundo trimestre, a companhia registrou lucro líquido de 224 milhões de dólares, ou 0,52 dólar por ação, frente a 93 milhões de dólares, ou 0,21 dólar por ação, no mesmo período um ano antes.

Excluindo perdas com a venda de um de seus negócios e outros itens extraordinários, a IP lucrou 0,80 dólar por ação.

Usando tal padrão, analistas esperavam lucros de 0,67 dólar por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

A receita avançou 9 por cento para 6,65 bilhões de dólares. Analistas esperavam 6,63 bilhões de dólares.

Os volumes recuaram no negócio que é o ganha-pão da companhia, a unidade de embalagens de papelão ondulado, assim como nas unidades de papel não revestido e de reciclagem. Tais quedas foram ofuscadas pelo aumento nos preços.

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