Lucro da Petrobras cresce bem acima do esperado no 1º tri

No 1º trimestre, resultado subiu para R$ 6,925 bi, um crescimento de 68%. Analistas esperavam R$ 5,524 bi

Tatiana Freitas, da Agência Estado,

12 de maio de 2008 | 17h56

O lucro líquido da Petrobras veio bem acima do esperado no primeiro trimestre deste ano. O resultado subiu para R$ 6,925 bilhões, um crescimento de 68% em relação ao mesmo período do ano passado. Analistas projetavam lucro de R$ 5,524 bilhões. Ou seja, um crescimento de 33,7%, quase a metade do que o que foi de fato alcançado. Veja também: País pode ter o terceiro maior campo de petróleo Preço do petróleo em alta O Ebitda da empresa somou R$ 13,876 bilhões, alta de 26% na mesma base de comparação. O Ebitda representa a geração operacional de caixa da companhia. O quanto a empresa gera de recursos apenas em sua atividade, sem levar em consideração os efeitos financeiros e de impostos. É um importante indicador para avaliar a qualidade operacional empresa. Já a receita líquida da estatal somou R$ 46,892 bilhões nos primeiros três meses deste ano, mostrando um avanço de 20,56% ante igual intervalo de 2007. Os dados são consolidados. Os investimentos realizados pelo Sistema Petrobras no primeiro trimestre de 2008 atingiram R$ 10,197 bilhões, uma alta de 23% sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com o balanço da companhia. Mas registraram queda de 31% em relação ao 4º trimestre de 2007, que foram de R$ 14,679 bilhões. O aumento no lucro deve-se à redução nas despesas operacionais e ao efeito positivo sobre o resultado financeiro decorrente da menor apreciação do real no período, segundo relatório da empresa. O comportamento do câmbio provocou um efeito positivo de R$ 535 milhões sobre o resultado financeiro líquido da estatal. Houve uma redução de R$ 150 milhões nas despesas operacionais em função da extinção da CPMF, a partir de janeiro deste ano, de mais R$ 741 milhões que a empresa identifica como outras despesas operacionais e da repactuação do Plano Petros no primeiro trimestre de 2007, no valor R$ 1,040 bilhão, que foram compensados parcialmente pelos maiores gastos com multas contratuais referente ao fornecimento de gás natural (R$ 253 milhões). Também houve aumento nas despesas de vendas, de R$ 177 milhões, em decorrência de maiores gastos com fretes - resultado de maiores volumes vendidos e aumento no custo médio em distribuição, na atividade offshore e crescimento no provisionamento de crédito de liquidação duvidosa. Produção em alta A estatal destaca também a alta da produção de óleo e gás natural no trimestre, além do aumento dos preços do petróleo e derivados como impactos positivos. A produção média total da Petrobras aumentou 2% no primeiro trimestre de 2008, em relação ao mesmo período de 2007, para 2.345 mil barris de óleo equivalente de óleo e gás por dia. A produção nacional avançou 2%, de 2.074 mil barris diários nos três primeiros meses do ano passado para 2.120 mil barris diários neste último trimestre, e compensou a queda de 3% na produção total internacional, que ficou em 225 mil barris diários. Apesar da alta, a Petrobras reconhece que a produção não se comportou como o esperado no primeiro trimestre, em função de atrasos relacionados à disponibilidade de embarcações de apoio às operações offshore. Os atrasos obrigaram a estatal a adiar o pico de produção das unidades P-52 e P-54 para o segundo semestre deste ano. A Petrobras ressalta que a produção do campo de Golfinho também vem sendo prejudicada por problemas operacionais. O volume de vendas total da empresa ficou praticamente estável no primeiro trimestre, am comparação com o mesmo intervalo de 2007, passando de 3.205 mil barris por dia para 3.212 mil barris.

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