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Lucro da Telefônica Vivo cai para R$ 579,7 milhões no 1º trimestre

Resultado da companhia recuou 12,3% em relação ao mesmo período do ano passado; aumento da dívida e taxa de juros pesaram na conta, explica a empresa em relatório

Silvana Rocha, O Estado de S. Paulo

13 Maio 2015 | 10h03

O lucro líquido da Telefônica Vivo apresentou queda no primeiro trimestre de 2015 na comparação com o mesmo intervalo de 2014, devido a maior despesa financeira no período, explica a administração da operadora em relatório que acompanha o balanço. O resultado líquido foi de R$ 579,7 milhões de janeiro a março deste ano, 12,3% menor que no primeiro trimestre de 2014.

As despesas financeiras líquidas cresceram 146,7% nessa comparação, para R$ 217,8 milhões, contra despesa de R$ 88,3 milhões anteriormente. Essa diferença se deu principalmente pelo maior endividamento líquido médio e impacto do aumento da taxa de juros no período, justifica a companhia.

A receita líquida cresceu 4,3%, para R$ 8,983 bilhões, "a melhor variação em cerca de três anos", segundo a administração da Telefônica.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou estável (+0,2%), em R$ 2,568 bilhões, o que é explicado pelo aumento das receitas móveis e por outro lado maiores gastos com provisões a devedores duvidosos e os relacionados a TV. O Ebitda foi "afetado por um nível mais elevado de inadimplência, em um ambiente econômico mais desafiador", segundo o documento.

A margem Ebitda caiu 1,2 ponto porcentual em relação ao primeiro trimestre de 2014, para 28,6%.

A provisão para devedores duvidosos (PDD) cresceu 56,0% no primeiro trimestre ante um ano antes, para R$ 324,4 milhões, "com o nível de inadimplência em 2,4% da receita bruta total (+0,8 p.p. na comparação anual), reflexo da atual conjuntura econômica", segundo a operadora, que complementa dizendo que "segue adotando rígidos critérios de crédito e cobrança em ações com o intuito de redução dos níveis de inadimplência."

Telefonia móvel. A receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês) da Telefônica Vivo no primeiro trimestre apresentou um aumento de 4,3% na comparação com o mesmo intervalo de 2014, para R$ 24,3 ao mês. Em relação ao quarto trimestre, o valor teve uma queda de 1,4%.

A companhia destaca que o Arpu no segmento de dados teve crescimento de 26,3% em um ano e que, se excluída a redução na tarifa de interconexão móvel (VU-M) do período,  teria registrado aumento anual de 7,4% no primeiro trimestre de 2015.

A base de clientes encerrou março em 97,2 milhões, alta de 3,5% sobre o primeiro trimestre de 2014, dos quais 81,9 milhões em móvel (alta de 4,3% nesse segmento) e 15,3 milhões no fixo (queda de 0,5%).

O número de adições líquidas cresceu 58,3% entre os primeiros trimestres, para 1,931 milhão, com market share de 32,7% em pós-pago. "O parque pré-pago sofreu redução anual de 1,1% desacelerando a tendência apresentada nos últimos trimestres, devido a uma política de crédito mais restritiva para migrações ao pós-pago", informa o relatório que acompanha o demonstrativo financeiro.

A taxa de desconexão (churn, em inglês), caiu 0,5 ponto porcentual, para 2,9%, e ainda mais em relação ao quarto trimestre, quando era de 4,1%.

A Telefônica Vivo informa ainda que os investimentos (capex) cresceram 26,8% do primeiro trimestre de 2014 para o de 2015, chegando a R$ 1,269 bilhão. "Esta evolução está em linha com o plano da companhia e reflete uma melhor execução do capex, com foco na expansão do footprint de FTTH (interligação por fibra ótica), investimentos em infraestrutura de transmissão, capacidade 3G e cobertura 4G para garantir nosso diferencial de qualidade", diz a companhia no informe de resultados.

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