Lucro da TIM cai 36% no 3º trimestre, para R$ 124,7 milhões

Companhia atribui queda à diferença cambial; Ebitda e receita aumentaram no período 

Reuters,

29 de outubro de 2010 | 11h36

A TIM Participações informou nesta sexta-feira que seu lucro líquido no terceiro trimestre caiu em relação a igual período do ano passado, devido à diferença cambial, mas que conseguiu elevar o Ebitda e a receita no mesmo período.

A empresa divulgou um lucro líquido de R$ 124,7 milhões, queda de 36% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, quando teve ganho de R$ 195 milhões (padrão contábil BR GAAP).

Segundo a companhia, a queda no lucro líquido se deve unicamente "ao impacto positivo do ganho cambial no terceiro trimestre de 2009", isso porque no período referido a empresa se beneficiou do câmbio em uma dívida não protegida da Intelig.

Contudo, nos demais indicadores, a empresa mostrou desempenho positivo. A TIM teve receita líquida total de R$ 3,65 bilhões no último trimestre, alta de 6,1% sobre os R$ 3,44 bilhões em igual intervalo do ano passado.

O Ebitda - sigla em inglês para lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização - somou R$ 924 milhões, um crescimento de 19,6% sobre os R$ 772 milhões um ano antes.

Se excluído o desempenho da Intelig, a TIM teve receita líquida de R$ 3,46 bilhões, alta de 5,4% ante R$ 3,28 bilhões entre julho e setembro de 2009. Nessa mesma comparação, o Ebitda subiu 18,8%, para R$ 901 milhões, ante R$ 758,7 milhões em 2009.

TIM aposta no aumento da venda de smartphones para elevar receita

O presidente da TIM, Luca Luciani, afirmou nesta sexta-feira, 29, que a empresa aposta no aumento da venda de smartphones e navegação pela internet em aparelhos móveis para elevar a receita da empresa no quarto trimestre. Da receita líquida com serviços no terceiro trimestre, apenas 12% vieram de dados, contra 11% do terceiro trimestre de 2009. Segundo ele, esse porcentual está muito abaixo do potencial da empresa.

Luciani afirmou que há um mercado não explorado de internet nos smartphones e que a operadora está investindo no aumento da penetração da web no País, pretendendo manter a estratégia de ampliação da base de clientes no segmento pré-pago. A empresa tem apostado em campanhas para venda de smartphones sem subsídios. Segundo Luciani, a tendência é de aumento na navegação em aparelhos com telas reduzidas, e não por computadores.

(Com Sabrina Valle, da Agência Estado)

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