Lucro da Volkswagen triplica e chega a US$ 1,5 bilhão

O consórcio automobilístico Volkswagen triplicou seu lucro líquido no primeiro semestre de 2006, tomando como base o mesmo período do ano passado. O aumento gerou 1,2 bilhão de euros (US$ 1,52 bilhão). Segundo divulgado nesta quinta-feira, a melhor dos resultados se deve à receita extraordinária gerada pela venda de sua filial de aluguel de veículos, a Europcar, que obteve lucro após impostos de 800 milhões de euros (US$ 1,016 bilhão)."Apesar da melhora, os resultados estão abaixo de nossos objetivos a médio prazo", disse o chefe de finanças da Volkswagen, Dieter Poetsch.O faturamento do maior fabricante automobilístico europeu subiu 14,2% na primeira metade do ano, a 51,9 bilhões de euros (US$ 65,91 bilhões), enquanto as vendas aumentaram 11,9%, a 2,9 milhões de veículos. O presidente da Volkswagen, Bernd Pischetsrieder, considerou que a "ofensiva de modelos" da companhia teve êxito e convenceu os clientes na primeira metade do ano, mas ao mesmo tempo afirmou que o lucro obtido foi "pouco satisfatório".Para Pischetsrieder, devem ser feitos mais "mais esforços" para assegurar a rentabilidade e o futuro do consórcio.O lucro operacional antes de efeitos extraordinários aumentou 51,3%, a 2 bilhões de euros (US$ 2,54 bilhões), se comparado à primeira metade de 2005.A marca Volkswagen, na qual o grupo iniciou um programa de saneamento, obteve um resultado de exploração de 730 milhões de euros (US$ 927 milhões), 30,1% a mais que entre janeiro e junho de 2005.Sem contentamento Poetsch afirmou que "não podemos estar contentes" com o resultado da marca principal do grupo e acrescentou que a companhia tem "que trabalhar a toda velocidade" no programa de reestruturação para que o lucro do consórcio chegue a um "nível adequado".A filial de veículos de luxo, Audi, "continuou seu positivo desenvolvimento" e seu resultado operacional subiu 9,9% no primeiro semestre de 2006, a 722 milhões de euros (US$ 917 milhões). EFEDemissões Segundo informações de sindicatos, não confirmadas pela empresa, a marca deve demitir 20 mil funcionários. No Brasil, são cerca de 6 mil, em três das cinco plantas do País: a de São Bernardo do Campo, no Grande ABC, em São Paulo; a de Taubaté, também em São Paulo, e a de São José dos Pinhais, no Paraná. Os postos devem ser extintos até 2008.

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