Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Lucro do Banco do Brasil mais que dobra e soma R$ 5,8 bilhões

Forte crescimento deveu-se aos R$ 3,2 bilhões da joint venture com a Cielo em gestão de cartões; lucro líquido ajustado somou R$ 3 bi

Aline Bronzati, O Estado de S. Paulo

14 Maio 2015 | 08h05

O Banco do Brasil encerra nesta quinta-feira, 14, a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto do País ao anunciar lucro líquido de R$ 5,8 bilhões de janeiro a março deste ano. O valor, que considera eventos extraordinários, representa expansão de 117,3% ante igual período de 2014. O aumento foi impulsionado, conforme já era esperado, pelo impacto de R$ 3,2 bilhões da joint venture com a Cielo em gestão de cartões.

Já o lucro líquido ajustado somou R$ 3,025 bilhões no período, avanço de 24,2% ante igual período de 2014. Em relação aos três meses anteriores, a cifra foi apenas 0,2% maior.

A carteira de crédito ampliada do banco, que considera títulos privados e garantias, alcançou R$ 776,897 bilhões nos três primeiros meses do ano, crescimento de 2,1% ante o trimestre imediatamente anterior, de R$ 760,872 bilhões. Em um ano, quando os empréstimos somaram R$ 699,521 bilhões, o aumento foi de 11,1%. No período, o BB manteve a sua liderança em crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN), com 20,8% de participação de mercado.

O destaque no trimestre, segundo o BB, foram as operações voltadas às pessoas jurídicas que cresceram 1,4% ante os três meses anteriores, para R$ 358,970 bilhões. Em um ano, o avanço foi de 11,0%. Já os empréstimos para pessoas físicas aumentaram 1,3% e 7,1%, respectivamente, para R$ 182,034 bilhões.

Ativos. O Banco do Brasil encerrou março com R$ 1,523 trilhão em ativos totais, montante 11,2% maior que o registrado em um ano, de R$ 1,369 trilhão. Em relação ao trimestre anterior, de R$ 1,437 trilhão, foi identificada expansão de 6,0%.

Já o patrimônio líquido do BB foi a R$ 83,598 bilhões no primeiro trimestre, elevação de 13,7% em um ano, de R$ 73,517 bilhões. Na comparação trimestral, quando ficou em R$ 80,613 bilhões, foi visto aumento de 3,7%. O retorno sobre o patrimônio líquido médio ajustado, chamado pelo BB de RSPL, foi a 14,5% em março ante 16,6% em dezembro. Em um ano, estava em 15,5%. Considerando eventos extraordinários, o retorno foi de 29,3% ante 16,2% e 14,0%, respectivamente.

Tarifas. As receitas com serviços e tarifas do banco alcançaram R$ 6,3 bilhões de janeiro a março, cifra 9,9% maior que a vista em um ano, de R$ 5,7 bilhões. Na comparação trimestral, houve retração de 7,2%.

"A expansão do crédito e a forte atuação nos segmentos de seguros, cartões, administração de recursos e mercado de capitais vêm favorecendo o crescimento do volume de negócios, contribuindo para a diversificação das rendas de tarifas", destaca o BB, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

Com prestação de serviços, os ganhos do BB foram de R$ 4,654 bilhões no primeiro trimestre, alta de 11,1% em um ano e queda de 7,8% no comparativo trimestral. As receitas com tarifas somaram R$ 1,655 bilhões, elevação de 6,7% e recuo de 5,4%, respectivamente.

A linha de administração de fundos rendeu ao BB ganhos de R$ 1,081 bilhão de janeiro a março, montante 15,3% maior que o visto em um ano. Em cartões, o crescimento foi de 9,4%, para R$ 1,643 bilhões, na mesma base de comparação. Já em conta corrente, as receitas somaram R$ 1,019 bilhão, alta de 6,3%.

Também foi destaque as receitas de mercado de capitais com aumento de 79,9% no primeiro trimestre em um ano, para R$ 174 milhões. No comparativo trimestral, a elevação foi de 34,8%.

Na contramão, receitas com seguros, previdência e capitalização recuaram 13,4% de janeiro a março ante um ano, para R$ 252 milhões. Também diminuíram com operações de crédito e garantias prestadas. Essas receitas foram de R$ 531 milhões no trimestre, recuo de 5,2%. 

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