Lucro do Banco do Brasil recua 62% no segundo trimestre

BB registrou lucro de R$ 2,8 bilhões; queda do resultado foi ocasionada pela oferta de ações da BB Seguridade

Aline Bronzati, Agência Estado

14 de agosto de 2014 | 07h18

SÃO PAULO - O Banco do Brasil encerra nesta quinta-feira, 14, a temporada de divulgação do segundo trimestre dos grandes bancos de capital aberto. No critério contábil, o lucro líquido do BB foi a R$ 2,829 bilhões, declínio de 62,1% em 12 meses, de R$ 7,472 bilhões, impulsionado na ocasião pela oferta de ações da BB Seguridade.

Ajustado, sem considerar efeitos de itens extraordinários, o lucro foi de R$ 3,002 bilhões no período, cifra 14% maior que a vista em um ano, de R$ 2,634 bilhões. Ante o primeiro trimestre, a alta foi de 23,2%.

No semestre, o BB anunciou lucro líquido ajustado de R$ 5,4 bilhões, montante 2,2% superior ao registrado na primeira metade do ano de 2013. O resultado no período, conforme explica o banco em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, foi impulsionado principalmente pela expansão dos negócios.

Crédito. A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil encerrou junho em R$ 718,754 bilhões, crescimento de 2,8% ante março, de R$ 699,251 bilhões. Em 12 meses, quando o saldo era de R$ 638,628 bilhões, o avanço foi de 12,5%. Na carteira pessoa física, que subiu 2% ante março e 7,2% ante junho, para R$ 173,036 bilhões, o destaque foi o consignado. Já a pessoa jurídica alcançou R$ 335,318 bilhões ao final de junho, aumento de 3,7% e 13,2%, respectivamente. Ao final do segundo trimestre, o BB aumentou a sua participação em crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN), com 21,3% de participação de mercado, ante 21,1% vista no trimestre anterior.

Os ativos totais do BB alcançaram R$ 1,401 trilhão no segundo trimestre, aumento de 15,4% em um ano e de 2,3% na comparação com os três meses anteriores. Tal desempenho foi favorecido, conforme o banco, principalmente pela expansão da carteira de crédito.

Patrimônio. O BB encerrou junho com patrimônio líquido de R$ 71,791 bilhões, aumento de 10,9% ante um ano. Em relação ao primeiro trimestre, porém, foi identificada retração de 2,3%. O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (RSPL) no conceito ajustado ficou em 17,1% no segundo trimestre ante 14,0% no primeiro e 16,4% em um ano. No critério contábil, a rentabilidade foi a 16,1% contra 15,5% e 51,8%, nesta ordem.

Inadimplência. Depois de ter melhorado no trimestre passado, a inadimplência do Banco do Brasil, considerando os atrasos acima de 90 dias voltou a ter leve piora de abril a junho, com alta de 0,02 ponto porcentual antes os três meses anteriores, para 1,99%. Em um ano, porém, o indicador está 0,12 p.p. menor.

Se desconsiderada a carteira do banco Votorantim, o índice de inadimplência do BB seria menor, de 1,77% ao final de junho ante 1,76% em março e 1,65% em um ano. No mesmo período, conforme o BB, o Sistema Financeiro Nacional registrou indicador de 3,0%.

"A qualidade da carteira de crédito do BB é evidenciada pela concentração de 94,9% das operações na faixa de risco AA-C. O nível de cobertura, que demonstra a relação entre a provisão existente e as operações vencidas há mais de 90 dias, encerrou o mês de junho em 192,1%, mantendo-se acima do nível apresentado pelo mercado", destaca o banco, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

As despesas com provisões para devedores duvidosos do Banco do Brasil, chamadas de PCLD pela instituição, totalizaram R$ 4,570 bilhões no segundo trimestre, montante 8,3% maior que o visto em um ano, de R$ 4,219 bilhões. Na comparação trimestral o aumento chegou a 9,2%.

O saldo de provisão para devedores somou R$ 24,797 bilhões no segundo trimestre, aumento de 3,0% ante os três meses imediatamente anteriores. Em um ano, a cifra teve alta de 14,6%. 

Tudo o que sabemos sobre:
Banco do Brasillucrobalanço

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.