Lucro do BB cresce 45,5% em 2006 e atinge R$ 6,044 bi

O Banco do Brasil encerrou 2006 com lucro líquido de R$ 6,044 bilhões, o que significou um avanço de 45,5% sobre o exercício de 2005. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 1,248 bilhão, com incremento de 69,4% sobre o mesmo período do ano anterior. O resultado anual representou um retorno sobre o patrimônio de 32,1%.A carteira de crédito avançou 30,8%, para R$ 132 bilhões. O índice de eficiência foi de 47,5% e o de cobertura de despesas com pessoal atingiu 112,9%.O BB encerrou 2006 com patrimônio líquido de R$ 20,8 bilhões, mostrando evolução de 23,2%. Em dezembro do ano passado, os ativos totais somavam R$ 296,356 bilhões, contra R$ 252,977 bilhões em dezembro de 2005.InadimplênciaO índice de inadimplência do Banco do Brasil para operações com mais de 60 dias de atraso na carteira encerrou o ano passado em 2,9%, o que indica uma queda em relação aos 4% apresentados em 2005. Nas operações com mais de 90 dias de atraso, a redução foi de 3,4% para 2,5%, na mesma base de comparação.O resultado do BB contraria a tendência de alta na inadimplência verificada no sistema financeiro em 2006. No relatório que acompanha o balanço financeiro, divulgado nesta terça-feira, 27, a instituição atribui o desempenho a medidas de gestão focadas no portfólio de operações baixadas em perdas, que foram intensificadas e atingiram recuperação no valor de R$ 1,2 bilhão no ano passado.AgronegócioO BB apresentou saldo de R$ 45,1 bilhões na carteira de agronegócios em 2006, um aumento de 26,2% em relação ao ano anterior. Uma parte desse crescimento deveu-se ao processo de renegociação de operações com os produtores rurais, informa o banco, no relatório que acompanha o balanço anual.A carteira era composta por 57,9% de operações de custeio e comercialização e 41,2% de investimento. As transações para agroindústrias registraram saldo de R$ 7,1 bilhões, alta de 108,8%.Na safra 2005/2006, o BB destinou R$ 26,9 bilhões ao setor rural. Os recursos foram distribuídos em mais de 1,3 milhão de operações de investimento, custeio e comercialização, segundo a instituição. Para a safra 2006/2007, que teve início em julho de 2006, está prevista liberação de R$ 33 bilhões. Desse montante, R$ 27 bilhões serão destinados à agricultura empresarial e R$ 6 bilhões à agricultura familiar.CréditoO Banco do Brasil deverá registrar uma expansão da ordem de 30% para a carteira de crédito este ano, de acordo com estimativa feita pelo presidente da instituição, Antônio Francisco Lima Neto. A expansão esperada para os empréstimos a pessoas físicas é de 35%.A estratégia do BB deverá se manter na linha de crédito consignado, que ano passado apresentou uma evolução de 117,7%, para R$ 8,3 bilhões, segundo Lima Neto. Para 2007, a previsão é de que essa modalidade de empréstimo encerre o ano entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões.No segmento de pessoa jurídica, o crescimento da carteira deverá ser de 25%. O plano do BB nessa área inclui o fortalecimento das linhas de recebíveis, como antecipação de cheques e recebíveis com cartões de crédito, detalhou o presidente do banco.Banco PopularO Banco do Brasil pretende reverter o prejuízo do Banco Popular Brasil, braço financeiro para o segmento de baixa renda, ainda neste semestre, conforme avalia Lima Neto. Em 2006, o Banco Popular registrou prejuízo líquido de R$ 40,4 milhões, com queda de 34,8% em relação ao ano anterior.Segundo o presidente do Banco Popular, Robson Rocha, os números da instituição vêm apresentando melhoras consecutivas a cada trimestre, em conseqüência do processo de reestruturação realizado no ano passado. As ações incluíram uma maior restrição na concessão de crédito, com a implantação do sistema de credit score, explicou.Além disso, o Banco ampliou para 90 dias o prazo mínimo para conceder crédito ao cliente que acaba de abrir conta na instituição. Desta forma, o Banco Popular encerrou o ano com uma carteira de R$ 68,4 milhões, resultado estável em relação a 2005, segundo o executivo.

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