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Lucro do BB recua 29,1% no 1º trimestre

Ganho caiu a R$ 1,66 bi por causa das provisões; mas, com Votorantim, banco voltará a ser o número um em ativos

Ana Paula Ribeiro, O Estadao de S.Paulo

15 de maio de 2009 | 00h00

O aumento das despesas com as provisões para crédito de liquidação duvidosa e a volatilidade nos mercados financeiros afetaram as operações do Banco do Brasil (BB), que teve no primeiro trimestre um lucro líquido de R$ 1,665 bilhão, queda de 29,1% em relação a igual período de 2008. Mesmo ao desconsiderar os efeitos extraordinários, a queda no resultado permanece. O lucro líquido recorrente foi de R$ 1,357 bilhão entre janeiro e março, recuo de 12,9% na mesma base de comparação. "Esse resultado demonstra os impactos da crise e a desaceleração do crédito", disse ontem o gerente-geral de Relações com Investidores, Marco Geovanne Tobias. Para os próximos trimestres, o executivo espera lucro menor e inadimplência maior.A expectativa de aumento da inadimplência nos empréstimos concedidos levou o banco a apresentar uma despesa de R$ 2,491 bilhões no primeiro trimestre com as provisões para créditos de liquidação duvidosa, crescimento de 11,2% em relação ao quarto trimestre e de 62,4% ante igual período do ano passado. Segundo o executivo, a redução dos juros e a desaceleração da economia resultaram em menor volume de receitas com operações de crédito e operações com títulos e valores mobiliários. "A queda nos juros impacta o resultado porque aplicamos em títulos públicos." O comportamento do primeiro trimestre, com resultados inferiores aos de 2009, deverá se repetir nos próximos trimestres, segundo expectativa do executivo. "Sem dúvida (o lucro vai cair). Os bancos brasileiros, incluindo o BB, estão em condições singulares e nenhum vai apresentar prejuízo, mas a rentabilidade vai cair", disse em teleconferência com jornalistas.Apesar da queda no lucro, Marco Tobias comemorou o crescimento da carteira de crédito do BB, que foi acima da concorrência. O total de empréstimos, contabilizando as operações da Nossa Caixa, chegou a R$ 241,926 bilhões ao fim de março. Esse montante indica uma expansão de 40% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado e 7,6% em relação a dezembro. O sistema financeiro cresceu 1,1% na mesma base de comparação. Os concorrentes privados tiveram desempenho inferior, com a carteira do Itaú crescendo 0,3% e a do Bradesco caindo 0,5%.Sobre a inadimplência, a expectativa é que os atrasos cheguem neste ano a, no máximo, 4,4% da carteira de crédito. No primeiro trimestre, os atrasos superiores a 90 dias equivaliam a 2,7% do total dos empréstimos, ante os 2,4% apresentados no mesmo período do ano passado e também no quarto trimestre. "Estamos confortáveis para enfrentar essa inadimplência", disse o executivo. Para os empréstimos, a expectativa é de uma expansão entre 13% e 17% em 2009.E não é só o crescimento acima do setor que o BB comemora. A expansão dos ativos também poderá colocar o banco de volta ao topo do ranking. Em março, a instituição contabilizava R$ 591,9 bilhões, com crescimento de 13,6% ante o intervalo imediatamente anterior e de 42,9% em 12 meses, já refletindo as aquisições de Nossa Caixa e Besc. Se fossem contabilizados os 50% do Banco Votorantim, adquiridos em parceria firmada em janeiro, os ativos subiriam para R$ 633,728 bilhões em março. O Itaú-Unibanco, maior instituição privada do País, tinha na mesma data R$ 618,943 bilhões em ativos.

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